Notícia OLN
'Aveiro despende quatro milhões de euros por anos, no pagamento de empréstimos e na manutenção, a Câmara recusa demolir mas admite vender, noticia o Público (...)' Link Público
Será que o Estádio de Aveiro é um problema que se pode transformar numa oportunidade (link)?
JCM
notícia OLN
A Mesa da Assembleia Municipal de Aveiro abriu um serviço de atendimento público, às quartas-feiras, na sede, no edifício da antiga Capitania, a partir das 16:00h.
Assembleia Municipal faz atendimento público
2010/02/08
Os munícipes interessados devem marcar marcação através do telefone 234377030 ou pelo e-mail am.aveiro@cm-aveiro.pt.
Para o Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Capão Filipe, «o Parlamento de Aveiro é o órgão máximo representativo e deliberativo do Município», pelo que esta iniciativa tem como objectivo promover a participação cívica dos aveirenses, «sustentada na afirmação da pluralidade da representação e na discussão das causas municipais».
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É de aplaudir esta iniciativa da Presidência da Assembleia Municipal de Aveiro.
JCM
Abaixo-assinado pela reponderação do ‘concurso de requalificação do vazio da Praça Joaquim de Melo Freitas’ – Exposição final
Ex.mo Senhor Dr. Élio Maia, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro,
Ex.mo Senhor Dr. Capão Filipe, Presidente da Assembleia Municipal de Aveiro,
Ex.mos Senhores Membros do Executivo Municipal de Aveiro,
Ex.mos Senhores Deputados Municipais de Aveiro
Aveiro, 21 de Janeiro de 2010
A Câmara Municipal de Aveiro lançou no final do ano passado (18 Dezembro) um concurso para ‘a requalificação do vazio da Praça Melo Freitas’ (espaço antigamente ocupado pela Sapataria Loureiro), cuja contrapartida oferecida ao vencedor do concurso é a exploração publicitária do espaço, por um período máximo de cinco anos. As propostas foram entregues no passado dia 7 de Janeiro (o que perfaz um total de catorze dias úteis para a elaboração das propostas).
Em resposta a esta situação, e tendo em conta a importância cultural e história da Praça Joaquim de Melo Freitas, para onde se perspectiva a intervenção, meia centena de cidadãos de Aveiro subscreveram um abaixo-assinado (enviada à autarquia a 6 de Janeiro) onde se manifestava apreensão face ao objecto de concurso (arranjo do espaço público em face de contrapartida publicitária) e metodologia seguida (período curto entre Natal e os Reis), e se solicitava ao executivo municipal a ponderação de todo o processo de concurso acima referido e o lançamento de uma nova iniciativa que se afirmasse ‘como uma verdadeira oportunidade de mobilizar a energia criativa da comunidade aveirense’.
Em resposta a este abaixo-assinado a autarquia informou o seguinte (através de um email enviado pelo Sr. Presidente da CMA):
“O ‘Concurso de Ideias’ que referem já está a ser preparado pelos Departamentos Jurídico e Obras Municipais, de acordo com as indicações que lhes foram transmitidas há cerca de um ano. Logo que ultrapassadas todas as viscosidades legais, o concurso será imediatamente lançado.
A presente "requalificação do vazio", pretende apenas, de forma transitória, dar uma resposta mais célere à actual péssima imagem urbana do local, enquanto não for possível a intervenção que todos pretendemos seja definitiva”.
A adopção da metodologia proposta pela autarquia levanta-nos várias questões:
Face a esta situação, vimos por este meio sugerir que a Câmara Municipal de Aveiro promova:
Subscritores
1. José Carlos Mota
2. Gil Moreira
3. Cláudia Luz
4. Tiago Vinagre Castro,
5. António Morais
6. Joaquim Pavão
7. Zétó Rodrigues
8. Anabela Narciso
9. Raquel Dora Pinho
10. Luísa Matias
11. Tânia Oliveira
12. Manuel Oliveira de Sousa
13. João Vargas
14. João Margalha
15. Joana Santos
16. Fernando Nogueira
17. João Dias
18. Maria José Valinhas
19. José Carlos Marinho
20. Cristina Perestrelo
21. Pompílio Souto
22. Pedro Gomes
23. Pedro Aguiar
24. Luís Madail
25. José Gonçalves
26. Florbela Gonçalves
27. João Neves
28. Ana Martins
29. Hugo Leite
30. Luís Roldão
31. Jorge Assis
32. Pedro Neto
33. João Marques
34. João Almeida Mota
35. Nuno Sacramento
36. Gonçalo Gomes
37. Rui Daniel Amorim
38. Ângelo Ferreira
39. Susana Moreira
40. Paulo Mendes Ribeiro
41. Nelson Peralta
42. Mário Cerqueira
43. Myriam Lopes
44. Gracinda Martins
45. Paula Maria Santos
46. Maria Pedro Silva
47. Maria de Lurdes Ventura
48. Gonçalo Avelâs Nunes
49. Ana Margarida Costa
50. Carla Candeias
51. Alexandra Monteiro
52. João Paulo Cardielos
53. Cristina Miranda
54. Carlos Fernandes da Silva
55. Manuel Pereira
56. Joana Lima
57. João Figueiredo
58. Rosa Amélia Martins
59. Nuno Lima
60. Pedro Campos
61. Gaspar Pinto Monteiro
62. Isabel Ribeiro
63. Ana Margarida Ferreira
64. Carlos Teixeira
65. Carlos Fragateiro
66. Ana Patrícia Marques
67. Isabel Pereira
68. Joana Valente
69. Rafael Silva
70. Isabel Marques
71. Miriam Reis
72. José Vitória
73. Pedro Oliveira e Silva
74. Susana Pereira
75. Melissa Ferreira
76. Manuel Janicas
77. Carlos Faustino
78. Ronaldo Tavares
79. Jorge Reis
80. Daniela Ambrósio
81. Graça Amaral
82. Diana Lima
83. Carlos Naia
84. Marília Teixeira
85. Pedro Antunes
86. Cláudia Daniela Melo
87. Joana do Vale Pereira
88. Fátima Condinho
89. César Costa
90. M. Pedro Gonçalves
91. Real Associação de Aveiro
92. Jorge Silva
93. Associação Comercial de Aveiro
94. Maria da Luz Fernandes
95. Clara Sacramento
96. Conceição Lopes
97. Ana Paula Ramos
98. António Carlos Souto
99. Hélder Bandarra
100. Mário Morais
Aqui bem perto, o Geoparque de Arouca tem vindo a desenvolver um conjunto muito interessante de actividades. Uma notícia recente conta a história duma feliz união - Literatura e gastronomia unem-se para contar a história do Geoparque (Notícias de Aveiro).
JCM
foto do Barreiro em 1960 (fonte)
foto actual
Galopim de Carvalho propõe plano mais ambicioso para o barreiro
Ler artigo de opinião do Professor Galopim de Carvalho aqui
respigos:
'O barreiro em causa é o único e último testemunho, na região, desse tempo antigo, imediatamente anterior à grande extinção que marcou o fim da Era Mesozóica e o começo dos tempos modernos, com grandes mudanças no clima, na flora e na fauna'.
'O meu colega, Britaldo Rodrigues, na altura, professor na Universidade local e deputado municipal, promoveu uma sessão de esclarecimento,“Património Geológico de Aveiro – O barreiro da Fábrica Jerónimo Pereira Campos e a Extinção dos Dinossáurios”, que teve lugar na Biblioteca Municipal, a 22 de Abril de1999. Nesta sessão ... 'o meu colega Miguel Telles Antunes, da Universidade Nova de Lisboa, chamou a atenção para o conteúdo paleontológico arquivado nas camadas de argila e seu significado na reconstituição do ambiente que ali se viveu nesse longínquo passado'.
'Num exemplo raro de ligação íntima entre um património construído, histórico, e um outro natural, pré-histórico, que lhe deu origem, este conjunto no centro da cidade, como então e ali defendi, tem todas as condições para ser conservado e valorizado'.
'Contactos recentes com a nova Vereação (2009) fizeram renascer a esperança neste velho projecto. O barreiro em causa bem como o “lago” (enchimento por águas pluviais, do covão que ficou da lavra) ainda ali estão, intactos e, portanto, a tempo de serem recuperados, complementando, assim, a valorização cultural e estética deste nobre espaço'.
Em Março, a Câmara de Aveiro lança o Plano Estratégico para o debate político na Assembleia Municipal. Trata-se de um plano de acções a desenvolver até 2020
Eu acho que a participação da comunidade neste plano [PECA] é fundamental e por várias razões. Pela relevância da 'encomenda' (estamos a pensar o futuro, a 20 anos), pelo conhecimento que poderemos ganhar sobre as oportunidades/riscos que 'afectam' o concelho, os recursos/problemas fundamentais, os objectivos para o futuro, as opções que se colocam e os projectos e iniciativas âncora/estratégicas, e, finalmente, pelos modestos contributos que poderemos dar (em cada uma das etapas atrás identificadas).
Uma boa iniciativa da CMA!
O site 'Notícias de Aveiro' publicou uma nota que informa que na sessão pública da reunião do executivo, hoje realizada, foi apresentado o Plano Estratégico do Concelho de Aveiro que sugere 'uma estratégia de desenvolvimento no prazo de 20 anos para o concelho', tendo sido referido na ocasião que o documento se encontra 'numa fase final' de elaboração.
'Está marcado para esta tarde o lançamento da obra “Ecomuseu do Salgado de Aveiro”, da autoria de Énio Semêdo. Sessão marcada para as 18 horas, nos Paços do Concelho, seguindo-se depois a inauguração da Exposição Monográfica sobre o Salgado de Aveiro, na Galeria Municipal'.
Aveiro | 04-FEV-2010 21:12
Plano Estratégico em fase final
'O Plano Estrategico da Cidade do concelho de Aveiro (PECA) deverá ficar concluído dentro de um mês e meio.
A informação foi dada esta noite na reunião pública do executivo camarário por elementos da equipa responsável durante a apresentação do relatório preliminar.
O PECA está a ser elaborado pela consultora SPI com envolvimento de técnicos municipais.
O documento sugere uma estratégia de desenvolvimento no prazo de 20 anos para o concelho e um plano de acção em diversas áreas identificadas como "alavancas para o desenvolvimento sustentado" do território.
Ao todo, o PECA prevê 23 projectos'.
' As inscrições para a sexta edição do Curso de Formação de Animadores Culturais que irá decorrer nos dias 6, 13, 20 e 27 Março, 10, 17, e 24 de Abril, 1 e 8 de Maio, aos sábados, das 10.00 às 17.00 horas, na Casa Municipal de Cultura – Edifício Fernando Távora, estão abertas até 26 de Fevereiro'.
Mais informação - site CMA
'A organização do “Aveiro Moda” prepara-se para lançar mais uma edição. É um evento criado para a cidade de Aveiro com o intuito de divulgar lojas de moda do comércio tradicional, Cableireiros e todas as entidades ligadas ao ramo da moda e da imagem. Uma das vertentes deste certame é a divulgação de novos talentos. Anualmente surgem novos estilistas, criadores, bem como animadores, bandas e djs, bailarinos, coreógrafos e manequins'.
notícia Terranova
[notícia 3/FEV Diário de Aveiro]
Pedipaper em Aveiro
[artigo de opinião de Tiago Vinagre de Castro]
Muito se tem dito e discutido sobre a questão da nova ponte sobre o canal central. De facto, nunca se assistiu a tanta participação neste canal de discussão e acima de tudo reflexão sobre o que é, e o que queremos para a nossa cidade. É bom saber que há pessoas que se preocupam e que cresce a participação cívica
Voltando ao assunto da ponte, não é tanto a ponte, propriamente dita, que me preocupa mas sim a forma como se tem pensado e construído esta cidade nos últimos anos... Não vejo nas opções feitas grande cuidado na organização da cidade nem na correcção de problemas mesmo que isso implique mudança de hábitos:
Não há uma política clara sobre a mobilidade. Um projecto BUGA sem uma rede de ciclovias de qualidade não serve de nada. As pessoas não aderem porque não traz mais valia às suas vidas. Uma MOVEAVEIRO que se baseia num deficitário serviço de transportes e na cobrança de estacionamento. Uma rede bus enorme numa rede viária também ela enorme e deficitária tornam o uso do transporte público imprescindível apenas para aqueles que não têm outra forma de se deslocarem. Um conjunto de parques de estacionamento com taxas de ocupação na ordem dos 20% e inúmeros carros estacionados, diariamente, em cima de passeios, praças, 2ª e 3ª fila contribuindo para a degradação da qualidade de vida citadina para residentes, peões e automobilistas. E por fim, passeios muitas das vezes desadequados a uma boa circulação (estreitos, com buracos, desníveis abruptos, etc).
Não há uma política de organização das funções e uma crescente descaracterização do centro histórico | típico. Esta zona da cidade é característica pelo seu casario típico associado à casa de pescador e à arte nova da nova burguesia do início do século XX. Esta combinação de estilos com os canais da ria criaram um contexto urbano único de enorme valor patrimonial, cultural, histórico, turístico e sentimental. Contudo, e no que toca ao planeamento, dá-se uma no cravo e outra na ferradura, enquanto se recupera, e bem, um edifício como a Casa Major Pessoa, licenciam-se construções que em nada se enquadram com o casario existente, muitas das vezes com mais lojas no piso térreo. Assim será difícil de recuperar zonas comerciais com a Avenida Lourenço Peixinho ou a Rua Direita, zonas tradicionalmente comerciais que além de combaterem contra as grandes superfícies combatem também com a dispersão de lojas um pouco por toda a cidade. Não quero dizer com isto que tudo está mal. Têm-se feito coisas muito boas mas ainda assim acho que as más predominam... Finalmente, acho que o moderno pode perfeitamente coabitar com o antigo, todavia são necessários sensibilidade e bom senso no enquadramento de ambos.
A finalizar, e agora sim, abordando a questão da ponte julgo que não se considerou toda a envolvente como uma área a intervir. E a meu ver deveria ter sido feito. No meu entender, a ligação entre o Rossio e o Cais do Paraíso não só contribuiria para a ligação das duas margens como ainda impulsionaria a regeneração urbana e consolidação dessa mesma área. De salientar, que sendo a verdadeira entrada Oeste da cidade, a zona do Cais do Paraíso está descaracterizada, ainda com uma unidade industrial
Não faltariam outras questões para falar ou até aprofundar estas mas para já, e porque o texto já vai longo, fico-me por aqui.
Nem sempre partilhamos as mesmas ideias ou os mesmo ideais e haverá sempre alguém que não gosta de bacalhau (sem querer ferir qualquer tipo de susceptibilidade obviamente!)... mas é certamente um prazer a discussão e reflexão conjuntas em prol da nossa amada cidade!
Tiago Vinagre de Castro
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