Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

 Pois de facto a alusão a Aljubarrota tem que se lhe diga ... com o devido contexto no paralelismo, é sem dúvida cada vez mais necessário nas nossas cidades identificar bem os campos de batalha, i.e os campos de actuação, as prioridades, bem como as tácticas de avançar, ou seja que tipo de projectos, instrumentos de financiamento, dimensão do investimento. E já agora organizar a participação na batalha, a distribuição dos soldados, responsáveis por frentes de batalha, o que na nossa cidade corresponderá ao tipo de envolvimento e comunicação com a população, a identificação e responsabilização de diferentes agentes e interlocutores.

 

O caso concreto da discussão em torno da Avenida, julgo que suscita pelo menos três frentes de 'batalha' que não poderão ser desligadas, e que correspondem:

A – Mobilidade, ambiente e qualidade de vida : tal como outrora, a Avenida continua a representar um eixo muito importante,  e que tal como está é mais um eixo de atravessamento, e consequentemente de divisão, com trânsito automóvel caótico e sem referências de espaços verdes, áreas pedonais ou outros elementos de conforto e harmonia; 

B - Cultura e Identidade : O polo de identidade da Cidade, pela traça de edificios, pela fixação de cinemas, galerias de arte, praças com animação, jardins de proximidade, como elo de ligação com a zona histórica da Beira-Mar  e Universidade; 

C - Centralidade, Serviços e envolvimento da população : voltar a ganhar a referência de Centro da Cidade, e com ela a dinâmica e envolvimento da população de outrora, continuando a figurar como elemento polarizador de toda uma vasta Região.

 

Não vislumbro soluções isoladas e de fácil implementação, mas sim soluções interligadas que contribuam para que no tempo se possam vir a concretizar as sucessivas mudanças.

Neste contexto, e se por um lado o conceito de quarteirão cultural, que já vi evocado neste inicio de discussão, pode responder bem ao item B, já a questão da mobilidade, ambiente e qualidade de vida, tal como suscitado em A, é o que surge de forma mais premente para uma reflexão profunda e com necessidade de tomada de medidas concretas de curto e médio prazo.

 

E aqui, como 1.ª sugestão: criar a ligação desnivelada sobre a linha do Vouga junto às escola EB 2/3 de Esgueira e, simultaneamente acabar com a entrada de tráfego automóvel pelo túnel da estação (mantendo a saída); Criar assim uma linha de metro ligeiro de superfície (TRAM) como existe na maioria das cidades europeias, servida pelo estacionamento da estação. Esta linha ligaria Estação CP – Avenida (CC Oita)  - Museu Sta Joana – Hospital – Universidade.

Embora o seu percurso seja alvo de discussão e aperfeiçoamento a ideia é permitir a ligação de forma rápida e eficaz (5 em 5 min) entre Estação e Universidade. Na Av. inflectiria à esquerda junto ao Oita, deixando livre a faixa sempre à direita. O tráfego do antigo estúdio 2002 até à estação ficaria apenas para transportes públicos.

 

2.ª sugestão: O reperfilamento do restante traçado da Avenida exigirá igualmente libertar algum tráfego automóvel, com a passagem a uma única faixa para automóveis (pelo menos a descer) e talvez as duas a subir para a estação. Passeios largos, e placa central também pedonizada com plataformas elevadas ao nível do passeio permitindo a ligação funcional com atravessamento de peões em segurança (restringindo ao máximo a velocidade automóvel e consequentemente de níveis de emissão de gases de escape);

Em termos de tráfego automóvel deverá ser pensado uma cintura circular a partir das Avenidas Novas a nascente da Estação CP e desnivelamento sobre a linha do Norte na Quinta do Cruzeiro, como forma de assegurar os necessários atravessamentos entre zonas de forte expansão urbanística e as entradas e saídas da Cidade.

 

3.ª sugestão : criar uma autêntica rede de percursos pedonais e ciclaveis na Cidade, que representem uma mais valia no que respeita a hábitos de mobilidade e de vivência. Em primeiro lugar procurando proporcionar ligações funcionais, seguras e confortáveis, sem barreiras arquitectónicas, entre áreas de lazer, culturais e de serviços, com especial atenção para zonas de implantação de escolas, infantários, Centros Sociais com idosos, unidades de saúde; em segundo lugar procurar a sua interligação com outros percursos que conduzam a parques de estacionamento periféricos (Estação, Parque de Feiras, Tir-TIF, Universidade) e mesmo a áreas habitacionais das freguesias em expansão (S Bernardo, Sta Joana, Esgueira, Aradas). Principalmente no que concerne à rede ciclavel torna-se especialmente importante definir e demarcar traçados, sinaletica adequada e zonas de parqueamento.

 

4.ª sugestão : Criação de contínuos verdes, ou pelo menos uma malha de espaços verdes com áreas mínimas capazes de criar referências e vivências de proximidade a grupos etários como crianças e idosos. Procurar planear e criar espaços verdes de proximidade que perfaçam o requisito de coroa de distância da ordem dos 300 metros, tirando para tal partido do aumento de algumas áreas pré-existentes, da criação de outras em interiores de quarteirão e mesmo da requalificação de espaços (placa central da Avenida, Zona envolvente à Praça Marquês de Pombal – Convento da Carmelitas e Av Artur Ravara com liagação aos Parques da Cidade e Bx St António, e Universidade; Rossio, com ligação ao Canal junto á Fabrica Bóia&Irmão;

 

(F. Almeida)



publicado por amigosdavenida às 00:49 | link do post | favorito

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