Terça-feira, 31 de Julho de 2012

 

https://www.facebook.com/roteirovoltoja



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Domingo, 29 de Julho de 2012

[divulgamos]
'Foi abandonado este cão que irá parar ao canil se não encontrar novo dono. Juntamos as fotos do bichinho, que terá o nome Manel, é preto, tem 40/50 cm, meigo e orelhas grandes. Alguém interessado deverá enviar email para amigosdavenida@gmail.com'





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Sexta-feira, 27 de Julho de 2012

https://www.facebook.com/barreirofabricaJeronimoPereiraCampos.

 

 

O Prof. Galopim de Carvalho diz hoje no DA que o 'arranjo museográfico do barreiro é o mais barato de todos os que já se fizeram em Portugal... basta rapar 20 a 30 cm à superfície hoje coberta por materiais escorridos ao longo dos anos, para mostrar a beleza dessa que foi a frente de exploração do barro... depois é só ajardinar o local do fosso...todo este trabalho pode, perfeitamente, ser feito pelo pessoal da Câmara'



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Quinta-feira, 26 de Julho de 2012

 

Apelo pela preservação do barreiro da fábrica Jerónimo Pereira Campos

https://www.facebook.com/barreirofabricaJeronimoPereiraCampos

 

.

 

Câmara sem dinheiro para preservar fósseis com 70 milhões de anos

http://www.diarioaveiro.pt/noticias/camara-sem-dinheiro-para-preservar-fosseis-com-70-milhoes-de-anos



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(Foto: Largo do Alboi em obras, por Milene Matos)

 

 

‘Movimentos cívicos de Aveiro fundamentam artigo de investigadores da UA’

http://uaonline.ua.pt/detail.asp?lg=pt&c=24584

 

Uma singela homenagem aos moradores do Alboi, cidadãos do movimento cívico por Aveiro e aos Amigosd’Avenida, no fundo a todos os cidadãos de Aveiro engajados na participação cívica por uma cidade melhor.

JCM



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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Partilhando histórias sobre o engajamento cívico em Aveiro através do uso das novas tecnologias [uma (pequena) homenagem ao trabalho cívico dos moradores do Alboi, da Plataforma Cidades, do movimento de cidadãos por Aveiro (Ponte Pedonal) e, claro, dos Amigosd'Avenida]

JCM

 



'Social media technologies create a context in which citizens can have access to more detailed information and, through a collective dialogue, mutually share and develop their sights effectively in order to form quality local public policies'

 

Mota, José Carlos, Santinha, Gonçalo, ‘Social media and civic engagement: Discussing the case of Aveiro, Portugal’, European Journal of ePractice · www.epracticejournal.eu - Nº 16 · June/July 2012 · ISSN: 1988-625X

 

O artigo pode ser lido em: http://www.epractice.eu/en/document/5377051 e a revista completa em formato eletrónico (vol. 16) no seguinte link: http://www.epractice.eu/files/Journal_Volume%2016-Final_0.pdf.

 



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[Apelo do Prof Galopim de Carvalho pela preservação do barreiro da fábrica Jerónimo Pereira Campos]

 

A ANTIGA FÁBRICA DE CERÂMICA DE JERÓNIMO PEREIRA CAMPOS E O RESPECTIVO BARREIRO

 

(DOIS TIPOS DE PATRIMÓNIO QUE SE COMPLEMENTAM)

 

 

A cidade de Aveiro tem no seu centro urbano um belo exemplo de conjugação de dois bens patrimoniais importantes na sua história.

Um deles, entendido e preservado como património construído, é a antiga fábrica de cerâmica de Jerónimo Pereira Campos, uma pérola da arquitectura industrial, em barro vermelho, do primeiro quartel do século XX. De grande relevância na história da economia local, esta grande e desactivada unidade fabril foi inteligentemente adaptada a Centro Cultural e de Congressos, em 1995.

 

O outro bem deve ser entendido e preservado como património natural. Trata-se do barreiro anexo, do qual se extraiu, durante décadas, a matéria-prima, ou seja, a argila ali trabalhada na produção de telhas e tijolos.

 

Barreiro nos anos 60 do século XX. Foto de Carlos Romariz

 

Conheci este barreiro, nos anos 60 e guardo dele uma bela fotografia, na qual se pode ver um conjunto de camadas de argila, paralelas e horizontais, alternadamente brancas e acinzentadas, por vezes rosadas, devido a impregnação ligeira de óxido de ferro.

 

Estas argilas são sedimentos muito finos trazidos por via fluvial e acumulados numa área plana, próxima do mar, que caracterizou toda esta região, no final

da Era dos Répteis, mais precisamente, no topo do Cretácico, há cerca de 70 a 65 milhões de anos.

 

No seio destas argilas foram encontrados fósseis animais e vegetais, que nos permitem reconstituir uma paisagem tropical, alagadiça, onde, entre outros, viveram dinossáurios, crocodilos, tartarugas e peixes de grandes dimensões.

 

Entre os fósseis daqui retirados destaca-se a carapaça de uma tartaruga, até então desconhecida, descrita em 1940 pelo Prof. Carrington da Costa, da Universidade do Porto, como espécie nova para a ciência, a que deu o nome de Rosacea soutoi, em homenagem ao seu achador, Alberto Souto, um aveirense curioso das coisas da natureza, um exemplo que não tem encontrado seguidores.

 

O barreiro em causa é o único e último testemunho, na região, desse tempo antigo, imediatamente anterior à grande extinção que marcou o fim da Era Mesozóica e o começo dos tempos modernos, com grandes mudanças no clima, na flora e na fauna.

Foto do autor, obtida em 2009

 

Foto do Prof. António Correia, obtida em 26 de Junho de 2012

Em inícios de 1999, o meu colega Britaldo Rodrigues, geólogo e então professor catedrático do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, tomou conhecimento de que o executivo camarário aprovara o plano urbanístico de pormenor do centro da cidade, que abrangia a área envolvente do novo Centro Cultural e de Congressos.

 

Entre outros equipamentos, este plano previa a construção de imóveis sobre o dito barreiro do qual ainda resta um vulgaríssimo talude, parcialmente oculto pela vegetação bravia, e um imenso fosso cheio de água estagnada, num conjunto, cuja imagem, inestética e desagradável à vista, oculta a sua real e natural beleza.

 

Neste sentido, este meu colega promoveu uma sessão de esclarecimento que intitulou “Património Geológico de Aveiro – O barreiro da Fábrica Jerónimo Pereira Campos e a Extinção dos Dinossáurios”, que teve lugar na Biblioteca Municipal, no serão de 22 de Abril de 1999.

 

Para conferencistas e orientadores do debate previsto, convidou-me a mim e ao Prof. Telles Antunes, da Universidade Nova de Lisboa.

 

Nesta sessão marcaram presença o então Presidente da Autarquia, Alberto Souto (neto do achador do fóssil de tartaruga, atrás referido) e alguns vereadores.

 

Reafirmo o significado pedagógico e cultural deste património geológico e paleontológico que, para além desse nível de importância, acumula o grande significado que teve como fonte da matéria-prima que deu azo à edificação do belo imóvel fabril, com o qual se conjuga lógica e harmoniosamente.

 

Da conversa que, no final da sessão, travámos com os ilustres autarcas, ficámos esperançados na boa resolução deste caso. Entretanto mudou a vereação e, lamentavelmente, este propósito adormeceu algures, numa gaveta da autarquia, e, o certo, é que já passaram treze anos.

Em 2008 publiquei num jornal local um artigo versando o essencial das considerações que ora apresento.

Na sequência desse artigo, o Vereador, Dr. Miguel Capão Filipe dirigiu-me convite para me deslocar a Aveiro para uma reunião visando esta problemática.

O barreiro, cuja desejável musealização se limita, praticamente, à limpeza do escarpado, a fim de evidenciar as camadas de argila, e ao ajardinamento e embelezamento do “lago” que ali se formou (em resultado da lavra), ainda ali se conserva, parcialmente oculto, mas intacto.

Só falta vontade política de o transformar num pólo de atracção cultural e pedagógica associado ao magnífico Centro Cultural e de Congressos.

 

M. Galopim deCarvalho

 

Lisboa, 27 de Junho de 2012



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Sexta-feira, 20 de Julho de 2012

Público20120718 from Amigos d'Avenida

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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

A insustentável forma de um jardim

 

Venho falar-vos do jardim da minha casa. Mas que, não por acaso, não é só meu, é vosso também. Mesmo que nunca tenham passado, brincado ou descansado lá, ele é vosso. Mas também é da Câmara e, talvez por isso, tenha deixado de ser um jardim de todos.

Um jardim entre o Parque da Cidade e o Alboi. Um jardim que teve o privilégio (ou o azar) de fazer parte do “Parque da Sustentabilidade”.

Um dia, acordei sem este jardim. Tinha sido fechado. Selado. Intransitável.

Foi em Outubro. Há mais de 10 meses. Há 3 estações do ano atrás.

Nada aconteceu durante estes 10 meses em que deixámos de ter jardim.

Não houve mais crianças a correr, bebés a passear, nem casais de namorados. Não houve mais jogos de bola, nem jogos sem bola, nem corridas na ponte, nem sem ser na ponte. Não houve mais conversas na relva, não houve mais…parque.

Apenas num dos cantos deste jardim há máquinas escavadoras e estruturas a serem montadas. No resto dele, que se vê apenas de janelas altas vizinhas, nada foi feito. Nem mesmo cortado. A relva, e outras plantas mais intrusivas cresceram em plena liberdade, ao contrário dos patos, que o abandonaram logo depois de terem sido, também eles, abandonados. Mas isto, como disse, apenas pode ser visto de longe. Porque de perto os buracos das redes não são largos o suficiente para o espreitar.

Há pouco tempo o jardim vizinho, mesmo ao lado deste, foi alvo de abate total. Este não chegou a ser vedado. Foi abatido. Talvez para uma reforma sustentável, para dar lugar a um melhor jardim. Talvez…

Mas o que esperar deste jardim fechado há quase um ano? Como se pode fechar algo público durante tanto tempo se não há nada a acontecer?

No dia a seguir a acordar sem jardim questionei a autarquia sobre os planos camarários e os seus prazos. Disseram-me que fazia parte do projecto para o “Parque da sustentabilidade”, que iria proceder-se a uma requalificação do parque e que a sua conclusão seria em Maio de 2012.

Estamos em Julho de 2012 e nada ainda foi terminado. Perdão, nada foi iniciado.

Não venho contestar a requalificação, palavra tão nobre e valiosa, venho apenas pedir que deixem este espaço público ser público enquanto as obras “privadas” não teem lugar.

Espero sinceramente que o nosso Rossio, que por azar (ou privilégio) também faz parte do “Parque da Sustentabilidade”, não tenha o mesmo destino que este jardim… há tanto tempo insustentável.

                                                                                                         

Alexandra Monteiro

 



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1.A nova lei das rendas constitui uma oportunidade crucial para a reabilitação das nossas cidades, para a reposição da equidade entre inquilinos e senhorios e para a revitalização da fileira da construção civil. Todos estão cientes do absurdo a que se chegou e da iniquidade que se protela. 
Salazar congelou as rendas em Lisboa e no Porto. A revolução alastrou essa "benesse social" a todo o território. A democracia é agora culpada de centros urbanos apodrecidos, de cidades invivíveis e de hediondos crimes locatícios.

2.Os episódios de senhorios arruinados e de inquilinos oportunistas andam de par com indignas condições de vida e de incumprimentos da lei, na expectativa de que ela mude ou os moradores faleçam. Assim têm agonizado as cidades e os homens.
Os velhinhos, que a lei de 1990 quis proteger, já morreram todos, mas continuou viva a lei que fez morrer os seus lares e a dignidade deste direito à habitação. 33% das rendas são ainda anteriores a 1990 e após a lei de 2006 continuaram quase todas "congeladas"; 70% delas pagam menos de 100 €; 44% menos de 50 € . Estamos a falar de 252 mil fogos. Quase todos carecem de obras urgentes. 
Transformamos Portugal no País europeu com maior número de proprietários (76% da população), mas sem mercado de arrendamento que se veja e com um parque habitacional histórico decrépito. Fomos bons a erradicar barracas. Não conseguimos acabar com a barraca do bloqueio das rendas nos prédios antigos. 

3. A nova lei tem essa ambição e – aprovada que está - é bom que não resvale em complexidades administrativas e dilações judiciais. Um despejo é sempre uma acção traumática e uma ferida social exposta, além de uma vulnerabilidade familiar que transtorna. Mas a não desocupação ilegítima de uma casa pode ser igualmente revoltante, insuportável no esbulho e no confisco legais e mais injusta. 
Importa que a lei agilize a diligência, sempre assegurando o respeito de uns e de outros. Importa que o Estado não se demita da sua responsabilidade de dirimir, delegando em mais uma instância burocrática de duvidosa eficácia mediadora. Importa que a sociedade desdramatize a mobilidade habitacional. 

4.Claro que isso será muito mais fácil se o mercado oferecer alternativas que permitam às pessoas não perderem o círculo de bairro que, por vezes, as agarra à vida. É preciso que a jovem ministra, o jovem primeiro-ministro e o jovem líder do PS, olhem para os amigos dos seus pais e avós e percebam que há um equilíbrio a respeitar entre a eficiência do mercado e a rede social que não está no FB. 
Liberalizar urge, porque a cartilha vinculística deixou as cidades em escombros. Mas a cartilha liberal pode ser danosa para a "civitas". São indispensáveis acompanhamentos de proximidade e apoios sociais. Vamos mexer na pólvora. Não se trata de retirar mais uma repartiçãozinha. Trata-se de expulsar alguém do seu lar. Mata-se por muito menos. Lucidez e sensatez recomendam-se. A não ser que seja para ficar tudo na mesma. E é imperioso que muito mude. 

5.Liberalizar o arrendamento para ser mais justo: eis um lema que o PS devia subscrever. Ser mais justo com os jovens, deportados para as periferias; ser mais justo com os velhos, apartados desses jovens e a viverem sem condições; ser mais justo com os proprietários, impotentes, tantas vezes, para prover à manutenção do que herdaram.

6. Acresce, e não o menos, que a reabilitação urbana pode constituir uma oportunidade decisiva para a nossa economia. O peso relativo da reabilitação urbana na construção continua a ser muito pequeno em Portugal (6,2%) se comparado com os 20% dos países europeus desenvolvidos .Os ganhos podem ser menos vorazes. Certo é que ninguém investe em casas a ruir, se não puder tirar de lá os inquilinos e se isso não for fiscalmente compensador. 

7. O sucesso da reabilitação urbana (há um universo de 1,9 milhões de fogos para reabilitar) não pode ficar capturado pela morosa aprovação de planos de salvaguarda de zonas históricas. São meses para adjudicar, anos para elaborar e aprovar. Não pode ser. São essenciais, por isso, as operações de reabilitação urbanística isoladas e o flexibilizar das exigências técnicas e dos procedimentos.

8. Junte-se-lhe o acompanhamento social e a adaptação dos fundos vocacionados e talvez a salazarenta lei se enterre de vez. Porque, essa, foi uma lei que se tornou indecente para as partes e que tornou partes das nossas cidades, notoriamente indecentes.

Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa


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Segunda-feira, 16 de Julho de 2012
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[postal_150x105_P.jpg]

Ficha de Inscrição<http://freepdfhosting.com/bd19de0d27.pdf>
Regulamento<http://freepdfhosting.com/0653b0648d.pdf>
http://cmjuvaveiro.blogspot.com


publicado por amigosdavenida às 12:47 | link do post | comentar | favorito

 

Divulguem e Subscrevam a
Provocação Cívica 'Fazer melhor com os recursos que temos!'

https://www.facebook.com/FazerMelhorComOsRecursosQueTemos


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publicado por JCM às 00:21 | link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 13 de Julho de 2012
Águeda (Agitágueda)

Que locais em Portugal ou no mundo estão a desenvolver formas inovadoras de 'fazer melhor com os recursos disponíveis'?

http://www.facebook.com/FazerMelhorComOsRecursosQueTemos



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publicado por JCM às 09:47 | link do post | comentar | favorito

.

Fonte: http://www.facebook.com/groups/aveiro.aveiro/

 

Como podemos 'fazer melhor' com este recurso?

JCM

 

 

 

 

 


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publicado por JCM às 09:12 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

‘Fazer melhor com o que temos’ é uma provocação cívica para repensarmos as políticas públicas e a acção colectiva a nível local, nesta época de escassos recursos financeiros. Ao contrário do que muitos defendem, a ausência desses recursos públicos não deve ser paralisadora, nem desresponsabilizadora da acção municipal, mas deverá exigir uma maior capacidade de mobilização de outros recursos menos escassos que as nossas comunidades dispõem, nomeadamente ideias e conhecimento, redes e organizações, espaços devolutos ou desaproveitados e disponibilidade e vontade. Isto significa fazer melhor no seu bairro, cidade ou município, fazer melhor com os recursos que temos!

 

http://www.facebook.com/FazerMelhorComOsRecursosQueTemos

 

Partilha e mostra como ‘podemos fazer melhor com os recursos que temos’!

JCM 



publicado por JCM às 00:45 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 11 de Julho de 2012

 

Não podemos estar sempre com desculpas para não agir, só porque não há dinheiro. Está na altura de exigir de nós, dos responsáveis e dos actores da nossa comunidade uma mobilização em prol da cidade e dos cidadãos valorizando e potenciando os recursos disponíveis (ideias e conhecimento; redes e organizações; edifícios devolutos ou desaproveitados; disponibilidade e vontade). Precisamos urgentemente de ‘fazer melhor com o que temos’!

JCM





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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012



publicado por amigosdavenida às 22:34 |
editado por JCM em 10/07/2012 às 14:05link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Aveiro e Viseu, que diferença!

 

O estudo sobre ‘a qualidade de vida em cidades portuguesas’ produzido pela DECO (*1), e que o Diário de Aveiro divulga hoje (*2), permite comparar as pontuações entre as diferentes cidades.

Partindo dos dados disponíveis no site da DECO (*3) e comparando Aveiro (11.º) com Viseu (1.º) identifica-se uma diferença média de 11% na avaliação global dos indicadores. Do conjunto é possível assinalar cinco (mais um) temas onde as classificações mais diferem (em favor da melhor classificada):

1.º Paisagem urbana (16%), com destaque para ‘número e área dos espaços verdes’ (26 %), ‘desenho do espaço público’ (23%), ‘eliminação de barreiras arquitectónicas’ (23 %), ‘limpeza das vias públicas e passeios’ (20%), ‘ciclovias’ (18 %), ‘manutenção de edifícios’ (17%);

2.º Meio Ambiente (13%), com destaque para ‘qualidade do ar’ (21%) e ‘poluição visual’ (19%);

3.º Cultura, lazer e desporto (12%), com destaque para ‘parques’ (20%) e ‘equipamentos desportivos’ (16%);

4.º Mobilidade (11%), com destaque para ‘sistema viário da cidade’ (17%) e ‘estacionamento’ (16%);

5.º Segurança e criminalidade (11%), com destaque para ‘vandalismo’ (19%) e ‘prostituição de rua’ (15%).

6.ª Planeamento e gestão municipal, com destaque para ‘horários’ (14%) e ‘coordenação entre diferentes serviços’ (13%).

Por outro lado, nos aspectos onde a classificação é favorável a Aveiro, salienta-se um dos indicadores de Saúde a ‘facilidade em encontrar um hospital privado’ (31%).

Nos indicadores globais Habitação, Saúde, Comércio e Serviços e Educação a diferença é mais reduzida (entre 3 a 5%, sempre favorável à 1.º classificada) e no Emprego o valor é semelhante.

Talvez valha a pena tentar perceber as razões que explicam estes resultados e começar a discutir o que se pode fazer para melhorar a situação.

José Carlos Mota

josecarlosmota@gmail.com

 

 

(*1) http://www.deco.proteste.pt/casa/qualidade-de-vida-em-124-cidades-de-5-paises-s714001.htm

(*2) http://www.diarioaveiro.pt/noticias/qualidade-de-vida-estudo-remete-aveiro-para-11o-lugar

(*3) admitindo que a amostra recolhida é representativa da população

 ‘Entre setembro e novembro de 2011, enviámos um questionário a uma amostra representativa da população de cada capital de distrito de Portugal continental. Incluímos ainda Funchal, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, das regiões autónomas da Madeira e dos Açores.  A mesma investigação foi feita pelas associações de consumidores de Espanha, Itália, Bélgica e Brasil. Para os vários critérios analisados, indicamos a avaliação dada pelos inquiridos, com o máximo de 100’ (site da DECO)



publicado por JCM às 09:30 | link do post | comentar | favorito

'Qualidade de vida: Estudo remete Aveiro para 11.o lugar'
http://www.diarioaveiro.pt/noticias/qualidade-de-vida-estudo-remete-aveiro-para-11o-lugar

 


'Em 2007, esta entidade realizou um estudo semelhante e uma amostra representativa da população de cada capital de distrito de Portugal já tinha elegido a cidade de Viseu como a que tem mais qualidade de vida. Seguia-se Castelo Branco e, em terceiro, a cidade de Aveiro'

 

Estudo disponível em http://www.deco.proteste.pt/casa/qualidade-de-vida-em-124-cidades-de-5-paises-s714001.htm

 

 

Uma análise comparativa entre Viseu (1.º) e Aveiro (11.º) permite perceber as seguintes diferenças:

(laranja - diferenças onde Viseu tem mais pontuação e é superior a 15%; verde - diferenças onde Aveiro tem melhor pontuação)

 

 

 

Viseu 

Aveiro

 %

Índice de qualidade de vida

64

56

13%

Classificação internacional

10

45

-350%

Habitação  

 casa ou apartamento

76

74

3%

vizinhança

74

72

3%

 avaliação global

73

69

5%

Saúde  

centro de saúde

67

64

4%

hospital público

67

60

10%

facilidade em encontrar um médico de clínica geral privado

70

67

4%

facilidade em encontrar um médico de especialidade privado

72

73

-1%

facilidade em encontrar um dentista

84

80

5%

facilidade em encontrar um hospital privado

59

77

-31%

disponibilidade de meios de diagnóstico

76

78

-3%

avaliação global

73

70

4%

Educação  

avaliação global

74

72

3%

Mobilidade  

acesso à cidade

79

76

4%

sistema viário da cidade

78

65

17%

transportes públicos para outras localidades

67

59

12%

transportes públicos dentro da cidade

65

59

9%

trânsito

66

60

9%

estacionamento

57

48

16%

avaliação global

71

63

11%

Paisagem urbana  

densidade dos edifícios

70

59

16%

arquitetura dos edifícios

69

61

12%

manutenção dos edifícios

65

54

17%

limpeza das vias públicas e dos passeios

81

65

20%

número e área dos espaços verdes

80

59

26%

desenho dos espaços públicos

77

59

23%

ciclovias

76

62

18%

Eliminação de barreiras arquitetónicas

71

55

23%

avaliação global

79

66

16%

 Emprego e mercado de trabalho  

facilidade em encontrar emprego

33

33

0%

avaliação global

38

38

0%

Meio ambiente  

qualidade do ar

77

61

21%

qualidade da água da torneira

66

60

9%

ruído

65

59

9%

poluição visual

69

56

19%

recolha do lixo

76

69

9%

avaliação global

76

65

14%

Segurança e criminalidade  

crime

48

45

6%

consumo de drogas

44

43

2%

prostituição de rua

52

44

15%

vandalismo

58

47

19%

avaliação global

66

59

11%

Comércio e serviços  

restaurantes

85

81

5%

supermercados

82

79

4%

centros comerciais

82

74

10%

lojas

80

76

5%

avaliação global

80

77

4%

Cultura, lazer e desporto  

equipamentos desportivos

73

61

16%

teatros

56

50

11%

salas de espetáculos

52

53

-2%

atividades culturais

54

54

0%

parques

71

57

20%

avaliação global

68

60

12%

Planeamento e gestão municipal  

horários dos serviços municipais

66

57

14%

eficiência dos serviços municipais

58

51

12%

coordenação entre diferentes serviços

54

47

13%

avaliação global

66

44

33%



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Terça-feira, 3 de Julho de 2012

Promover o empreendedorismo criativo em Aveiro

[balanço a propósito da palestra de Tom Fleming] 


Tom Fleming, um conceituado especialista em regeneração urbana e indústrias criativas, deixou-nos ontem pistas muito interessante para pensarmos o futuro da nossa cidade centradas na promoção do empreendedorismo criativo (*).

 A propósito da capacidade dos territórios atraírem ou fixarem empreendedores criativos, deixou-nos três ideias fortes, a reter:

  • o empreendedorismo criativo tende a florescer em ambientes abertos e colaborativos;
  • a paisagem institucional actual não está preparada para responder aos novos desafios;
  • são precisos novos espaços, plataformas e aplicações;

Acontece que a história recente da promoção do ‘empreendedorismo criativo’ tem tido alguns problemas ou equívocos, nomeadamente:

  • uma tendência para concentrar recursos na produção do ‘hardware criativo‘ (infra-estruturas/equipamentos), com repercussões na menor capacidade de apoio ao ‘software criativo’ (ideias , projectos e capacidades locais);
  • menor preocupação com as competências ligadas à ‘criação de valor’ (negócios) dos profissionais criativos;
  • menor atenção à valorização das ‘ecologias criativas’ específicas dos lugares;
  • cultura de funcionamento sectorial,  fragmentada e pouco ágil por parte das instituições;
  • inércia institucional e significativa burocracia dos financiadores;

Por tudo isto, segundo TM, é necessário:

  • antes de promover a economia criativa cuidar primeiro da ‘ecologia criativa’ específica do território;
  • uma maior abertura das instituições (universidades, autarquias e centros de cultura) e estímulos para novas relações entre diferentes actores, mais horizontais, colaborativas e co-responsabilizantes (novas formas de partenariado);
  • novos instrumentos de interacção, junção e fusão disciplinar, diferentes dos tradicionais (incubação ou transferência de tecnologia);
  • novos espaços (de natureza informal; open-space; ‘cozy spaces’) onde a interacção se possa dar;
  • novas competências de intermediação para promover o trabalho colaborativo entre actores ligados ao empreendedorismo criativo;
  • maior engajamento cívico dos empreendedores criativos, sobretudo em zonas deprimidas ou problemáticas;

Ilustrando alguns destes conceitos, TF deixou-nos as seguintes pistas inspiradoras:

 

No final, e partir das sugestões de TF, deixo algumas questões para reflexão, a propósito do futuro da nossa comunidade:

  • Como se pode criar um ambiente mais aberto e colaborativo em Aveiro? Que tipo de lideranças e intermediações precisamos? E que actores temos de envolver neste processo?
  • Que novos modelos institucionais (mais ágeis, flexíveis e inclusivos) devemos criar para responder aos desafios?
  • Que tipo de espaços físicos (plataformas ou aplicações digitais) precisamos de mobilizar para promover o trabalho conjunto e colaborativo?
  • Como desenvolver tudo isto no contexto actual (pessimismo, desmobilização e com poucos recursos)?
  • Por último, quando começamos colectivamente a re-imaginar a(s) diferentes possibilidade(s) desta nossa cidade?

 

José Carlos Mota

josecarlosmota@gmail.com

 

 

[*]

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Domingo, 1 de Julho de 2012

Cidadania activa

Mais cidadania local: precisa-se

Por Paulo Trigo Pereira

Agostinho da Silva achava que Portugal, para renascer, tinha que ser a partir do município. E tinha razão, mas para isso é preciso que haja muito mais cidadania local. Como é que os cidadãos, mesmo não enquadrados partidariamente nem particularmente interessados em política, podem intervir na Polis de forma a melhorar a qualidade da democracia? Participando mais nos espaços de debate público da freguesia e do município, e exigindo mais transparência, informação e deliberação pública. 

O poder baseia-se na informação e muitas vezes esta não existe, outras é sonegada pelos poderes públicos, e às vezes existe, mas não é inteligível. Relembre-se que há uma lei de acesso a documentos administrativos, e uma Comissão de Acesso a Documentos Administrativos (CADA), pelo que nenhuma entidade pode legitimamente sonegar essa informação. A Lei das Finanças Locais (LFL) tem um artigo sobre publicidade dizendo que todas as câmaras têm que disponibilizar, no seu sítio online, as taxas, tarifas e preços e algumas, mas nem todas, fazem-no. Os munícipes e as empresas têm o direito de saber não só quanto pagam (IMI, IMT, taxa de retenção de IRS, taxa de derrama), mas por que pagam esses impostos e essas taxas, que devem ter uma justificação económico-financeira. Fala-se muito que as tarifas e preços de bens e serviços essenciais (água, saneamento e resíduos) devem cobrir os custos. Mas a LFL acrescenta algo que muitas vezes é esquecido: em condições de eficiência técnica. Ou seja, se existe má gestão ou desperdício de água, acima do que se considera uma taxa de perda aceitável, não devem ser os munícipes a pagar essa ineficiência. E, se pagam, devem penalizar politicamente quem o faz. Os munícipes de Mafra têm o direito de saber por que é que têm uma das mais caras águas do país (7.ª posição em 2009 para 60 m3 (1)). Será que é por um executivo camarário ter feito um contrato de concessão a um privado (Societé Géneral des Eaux) em condições de preço e tarifário que a beneficiam a si, em prejuízo dos munícipes? Não se percebe por que é que os munícipios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra, associados da AMTRES, que detém o capital da empresa intermunicipal Tratolixo, tinham tarifas muito diferentes que iam de 6,04€ em Oeiras ao máximo de 43,67€ em Cascais. Também não se percebe, porque uma mesma empresa a Valorsul, trata os resíduos urbanos de 19 municípios e uns não cobram nada (Lisboa, Amadora e Caldas), outros cobram pouco (Vila Franca) e outros cobram mais (Odivelas e Loures). Os munícipes, aqui e no resto do país, que não pagam tarifas de resíduos devem questionar-se. Como não há almoços grátis, ou alguém paga por eles (transferências intergovernamentais) ou das duas uma: estão a pagar hoje através de impostos acrescidos, ou está a aumentar a dívida municipal, que pagarão amanhã. Uma análise comparativa da Valorsul com a Tratolixo, em termos de eficiência, seria bastante útil. 

Para além dos preços, há a questão dos serviços municipais. Na freguesia da Parede, concelho de Cascais, há três escolas públicas e uma privada relativamente próximas. Estamos a falar de milhares de jovens numa população de cerca de 18.000 residentes. A biblioteca municipal da Parede foi anunciada por José Luís Judas para um local. Mais tarde, António Capucho escolheu outro local e lá esteve durante vários anos dos seus mandatos (2001-2011) um grande outdoor anunciando a futura biblioteca. Desconheço a história da não-biblioteca da Parede que deverá envolver burocracias, indemnizações, contratos, promessas e interesses. Mas sei os custos intangíveis da sua não-construção. São milhares de crianças que não tiveram acesso a livros, material didáctico, sobretudo as mais carenciadas, cujos pais não têm recursos para os obter. São milhares de idosos, muitos deles sós, que têm tempo livre e que não puderam ter acesso a um espaço cultural e de convívio. Há perguntas que nós, munícipes, temos a obrigação de fazer. Por que não foi contruída? Têm os futuros candidatos autárquicos o projecto de a construir? Com que meios financeiros e com que prazos? Como estas há muitas perguntas, em cada freguesia e município deste país, que os cidadãos podem e devem fazer. 

(1) Os dados dos tarifários de consumidores domésticos são de 2009 e foram retirados do sítio online da entidade reguladora (ERSAR) que aliás tem funcionado muito bem e que se espera que não seja extinta.



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