Sábado, 09.11.13

 

 

CONVITE

 

O Departamento de Ciência Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro, a Associação Portuguesa de Planeadores do Território e o Núcleo de Estudantes de Administração Pública da UA vêm por este meio convidar-vos para o lançamento do livro 'A cidade na encruzilhada - repensar a cidade e a sua política' da autoria do investigador João Seixas do Instituto de Ciências Sociais da UL.

A apresentação irá ocorrer na próxima quarta-feira, 13 de Novembro, entre as 15 e as 17 h, no Auditório da Livraria da UA. A confirmação de presença deverá ser feita através de: aveirocidadeuniversidade@gmail.com.

 

 

«A cidade é palco, cenário e actor de grande parte dos nossos atuais dilemas e possibilidades. A maioria das cidades é hoje meta ou mesmo hipercidades, estendidas as suas influências por vastos territórios relacionais e pelas mais variadas escalas de quotidianos, de sofrimentos e de expressões cívicas. É o que nos diz o professor João Seixas no seu novo livro “A Cidade na encruzilhada: repensar a cidade e sua política” no qual nos propõe uma ampla reflexão em torno da cidade contemporânea e das suas formas de governança e de cidadania, defendendo princípios sólidos como o direito à cidade, ao habitat, ao empreendedorismo local e à participação»

 

João Seixas é geógrafo e economista. Trabalha há cerca de vinte anos em torno das cidades, das suas energias e paradoxos. Investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, professor convidado em Barcelona e no Rio de Janeiro, com várias publicações nacionais e internacionais. Doutorado em Geografia Urbana na Universidade Autónoma de Barcelona e mestre em Urban and Regional Planning na London School of Economics and Political Science. Foi comissário da Carta Estratégica de Lisboa. Tem sido coordenador de diversos projetos de desenvolvimento e de regeneração urbana. É cronista do jornal Público e associado da Livraria Ler Devagar. Seixas coordena ainda a cooperação internacional sobre estudos de governança metropolitana Portugal-Brasil com o INCT Observatório das Metrópoles. Em agosto de 2012 o instituto brasileiro em cooperação com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa lançou o relatório “A Governança Metropolitana da Europa”, propondo uma tipologia da evolução política metropolitana das grandes cidades europeias, bem como uma reflexão conjunta dos seus projetos sociopolíticos metropolitanos.

 



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Sexta-feira, 01.11.13

«Num momento em que se inicia um novo ciclo autárquico, temos pela frente um importante desafio de afirmação do papel do 'local' no futuro do país, mas também de criação de novos palcos para pensar colectivamente o futuro dos nossos bairros e cidades» 
http://cidadescomaspessoas.blogs.sapo.pt/1252.html

 

PROJECTO CONSTRUIR CIDADES COM AS PESSOAS

https://www.facebook.com/CidadescomasPessoas



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Sexta-feira, 18.10.13

 

Acompanhar

Collaborative Planning Practices & Research
https://www.facebook.com/groups/collaborativeplanning/

 

 

 

Acompanhar

Construir Cidades com as Pessoas

https://www.facebook.com/CidadescomasPessoas

 



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Sábado, 12.10.13

 

https://www.facebook.com/CidadescomasPessoas



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Quinta-feira, 01.08.13



Ideias # Rede de Cidades do Sal

Divulgue 
Em defesa dos antigos armazéns de sal de Aveiro
https://www.facebook.com/AntigosArmazensDeSal


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Quarta-feira, 05.06.13

http://www.dn.pt/DNMultimedia/Embeds/Infografias/Roteiro_populacao/Index.html

 

Faltam áreas urbanas médias em Portugal

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3253412&page=-1



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Sexta-feira, 19.04.13

RÉS DO CHÃO

 

ENTRE CIDADES... ESTÃO AS ALDEIAS!

 

URBANIC | CITY DEVELOPERS



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DAR A VOLTA À RUA!

 

IMAGIN'OPORTO



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Sábado, 16.03.13

Há 255.000 contratos de arrendamento em Portugal. Segundo o Expresso, 20% dos inquilinos já pediu ajuda ao Estado e a outras organizações para negociar os aumentos significativos que os senhorios propuseram ao abrigo da nova lei. E quantos desconhecem as verdadeiras consequências da lei?



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Terça-feira, 19.02.13

 

«The Minister for Cities, supported by the Cities Policy Unit, is working closely with individual cities and across all government departments to agree a series of tailored ‘city deals’. The content of the ‘city deals’ will reflect the different needs of cities. We are looking to civic and private sector leaders to identify their economic priorities and to develop specific propositions, setting out what they would like to do differently, and what needs to change for this to happen» LINK

 

E cá, de que é que estamos à espera?



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Quarta-feira, 13.02.13

FONTE



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Quinta-feira, 07.02.13

Editado por Maria Encarnação Sposito e José Rio Fernandes, o livro 'Nova Vida do Velho Centro' contém um capítulo sobre Aveiro e a Avenida, escrito por Luis Bruno Soares, Frederico Moura e Sá e por mim.

Para além de Aveiro, o livro trata da nova vida dos velhos centros das cidades portuguesas de Lisboa, Porto, Braga, Évora, Leiria e das cidades brasileiras de S.Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Campina Grande, Londrina, Marabá, Passo Fundo, e São José de Rio Preto.

 

Acabado de chegar pelo correio...





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Terça-feira, 05.02.13

Os recreios da escolas são, provavelmente, as nossas melhores lembranças de infância. A esse propósito, o USA Today apresentou recentemente um relatório que lamenta  a destruição dos recreios para a ampliação das escolas e cita um estudo que defende que os espaços de brincadeira melhoram a performance das crianças.

Interessante esta ideia para Aveiro. Pensar os seus espaços públicos e os das escolas como espaços amigos da brincadeira (uma ideia que o Gustavo Tavares introduziu um dia destes no nosso Speakers Corner Aveirense). Seria um contributo para melhorar a qualidade de vida e para nos tornar, a todos, mais inteligentes.



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Quinta-feira, 31.01.13
 

5.ª feira, dia 31/jan

 

Em Coimbra apresentação do livro “Dos Planos à Execução Urbanística” de Jorge Carvalho. Às 21 horas na Livraria Almedina/Estádio, em Coimbra.

 

No Porto, apresentação do livro ‘Nova Vida do Velho Centro' editado por Maria Encarnação Sposito e José Rio Fernandes. Às 16h no Café Guarany, no Porto.

 

 



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Domingo, 27.01.13

from FTeles

 

The future of shopping: from high street to iStreet

 



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Segunda-feira, 21.01.13

 

 

Através deste jogo os professores poderão 'criar e partilhar lições que encorajarão os seus alunos para em torno de um objecto de estudo (a cidade) articularem os diferentes saberes relacionados com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática'.

Mais que um jogo esta ferramente 'poderá ajudar a próxima geração a apurar as suas habilidades através do planeamento urbano, gestão ambiental e desenvolvimento socioeconómico'. LINK


Em tempos estive envolvido numa iniciativa que procurava desenvolver esta metodologia de interacção disciplinar em torno do objecto cidade. Chamava-se 'Concurso Nacional de Ideias - Cidades Criativas' e dirigiu-se aos alunos do 12.º ano no âmbito da área disciplinar não curricular 'Área de Projecto'.  

Num mundo cada vez mais complexo e interdependente é importante exercitar as competências da interdisciplinariedade. A AP podia desempenhar este papel, desde que bem coordenada.  Lamentavelmente a AP desapareceu dos curricula do 12.º ano.

 

 




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Terça-feira, 15.01.13

http://roteiro.museudofado.pt/

 

 

'No Roteiro Virtual do Fado pode visitar virtualmente o museu, inúmeras casas de fado, construtores de guitarras, exposições temporárias, eventos e bairros lisboetas'

 

Muito bom!

JCM



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Projecto educativo Cidades Sonoras

Um Projeto de Mapeamento Sonoro de Cidades Portuguesas




excerto

«Cidades Sonoras é um projecto educativo de mapeamento sonoro de espaço urbanos portuguesas. Guiados por monitores, um grupo de participantes oriundos do contexto social/geográfico objecto de documentação irá gravar os sons que segundo os próprios caracterizam melhor a zona, registando as coordenadas geográficas de cada som, a par de outras informações contextualizadoras e de registos fotográficos. 

O projecto procura evidenciar a especificidade acústica de cada cidade e de cada bairro, não obstante a crescente homogeneização dos espaços urbanos contemporâneos. O projecto é estruturado de forma a estimular tanto a atenção aos pequenos detalhes acústicos da cidade como o contacto inter-geracional em que as vozes da memória da cidade de outros tempos podem assumir um papel determinante»

Binaural

 

 

 

Projecto 'Sightseeing for the Blind in Aveiro'

Projecto Binaural, intervenção artística de Tiago Filipe Cravo Margaca com curadoria de Jorge Reis

Notável!

JCM




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Segunda-feira, 14.01.13

Newsletter INTELI - Cities.brief 07 - Cidades Inteligentes - Reportagem de 14 Dez

 

 



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Quinta-feira, 10.01.13


Café de las ciudades nº 122-123, diciembre-enero: el lanzamiento de 100 Cafés

www.cafedelasciudades.com.ar



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Quarta-feira, 09.01.13


CIDADES 4.0 - RTP Informação
Um programa com o apoio da INTELI sobre o que de melhor se faz nas cidades portuguesas


 





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Ele há pessoas que são cidades (Antena 1)

https://www.facebook.com/PessoasQueSaoCidades 

 



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Terça-feira, 08.01.13

 

Cidades ao longe, ou ao perto. 

Mimotrapus (Rita Reis)

 

 

Hoje às 20h no programa ZigZag da RTP2 vai ser apresentada uma animação sobre a vida de Cristo feita a partir da ilustração da Rita Reis.

 

 



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LINK: http://cidades.dinamiacet.iscte-iul.pt/index.php/CCT/index



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Terça-feira, 17.07.12
1.A nova lei das rendas constitui uma oportunidade crucial para a reabilitação das nossas cidades, para a reposição da equidade entre inquilinos e senhorios e para a revitalização da fileira da construção civil. Todos estão cientes do absurdo a que se chegou e da iniquidade que se protela. 
Salazar congelou as rendas em Lisboa e no Porto. A revolução alastrou essa "benesse social" a todo o território. A democracia é agora culpada de centros urbanos apodrecidos, de cidades invivíveis e de hediondos crimes locatícios.

2.Os episódios de senhorios arruinados e de inquilinos oportunistas andam de par com indignas condições de vida e de incumprimentos da lei, na expectativa de que ela mude ou os moradores faleçam. Assim têm agonizado as cidades e os homens.
Os velhinhos, que a lei de 1990 quis proteger, já morreram todos, mas continuou viva a lei que fez morrer os seus lares e a dignidade deste direito à habitação. 33% das rendas são ainda anteriores a 1990 e após a lei de 2006 continuaram quase todas "congeladas"; 70% delas pagam menos de 100 €; 44% menos de 50 € . Estamos a falar de 252 mil fogos. Quase todos carecem de obras urgentes. 
Transformamos Portugal no País europeu com maior número de proprietários (76% da população), mas sem mercado de arrendamento que se veja e com um parque habitacional histórico decrépito. Fomos bons a erradicar barracas. Não conseguimos acabar com a barraca do bloqueio das rendas nos prédios antigos. 

3. A nova lei tem essa ambição e – aprovada que está - é bom que não resvale em complexidades administrativas e dilações judiciais. Um despejo é sempre uma acção traumática e uma ferida social exposta, além de uma vulnerabilidade familiar que transtorna. Mas a não desocupação ilegítima de uma casa pode ser igualmente revoltante, insuportável no esbulho e no confisco legais e mais injusta. 
Importa que a lei agilize a diligência, sempre assegurando o respeito de uns e de outros. Importa que o Estado não se demita da sua responsabilidade de dirimir, delegando em mais uma instância burocrática de duvidosa eficácia mediadora. Importa que a sociedade desdramatize a mobilidade habitacional. 

4.Claro que isso será muito mais fácil se o mercado oferecer alternativas que permitam às pessoas não perderem o círculo de bairro que, por vezes, as agarra à vida. É preciso que a jovem ministra, o jovem primeiro-ministro e o jovem líder do PS, olhem para os amigos dos seus pais e avós e percebam que há um equilíbrio a respeitar entre a eficiência do mercado e a rede social que não está no FB. 
Liberalizar urge, porque a cartilha vinculística deixou as cidades em escombros. Mas a cartilha liberal pode ser danosa para a "civitas". São indispensáveis acompanhamentos de proximidade e apoios sociais. Vamos mexer na pólvora. Não se trata de retirar mais uma repartiçãozinha. Trata-se de expulsar alguém do seu lar. Mata-se por muito menos. Lucidez e sensatez recomendam-se. A não ser que seja para ficar tudo na mesma. E é imperioso que muito mude. 

5.Liberalizar o arrendamento para ser mais justo: eis um lema que o PS devia subscrever. Ser mais justo com os jovens, deportados para as periferias; ser mais justo com os velhos, apartados desses jovens e a viverem sem condições; ser mais justo com os proprietários, impotentes, tantas vezes, para prover à manutenção do que herdaram.

6. Acresce, e não o menos, que a reabilitação urbana pode constituir uma oportunidade decisiva para a nossa economia. O peso relativo da reabilitação urbana na construção continua a ser muito pequeno em Portugal (6,2%) se comparado com os 20% dos países europeus desenvolvidos .Os ganhos podem ser menos vorazes. Certo é que ninguém investe em casas a ruir, se não puder tirar de lá os inquilinos e se isso não for fiscalmente compensador. 

7. O sucesso da reabilitação urbana (há um universo de 1,9 milhões de fogos para reabilitar) não pode ficar capturado pela morosa aprovação de planos de salvaguarda de zonas históricas. São meses para adjudicar, anos para elaborar e aprovar. Não pode ser. São essenciais, por isso, as operações de reabilitação urbanística isoladas e o flexibilizar das exigências técnicas e dos procedimentos.

8. Junte-se-lhe o acompanhamento social e a adaptação dos fundos vocacionados e talvez a salazarenta lei se enterre de vez. Porque, essa, foi uma lei que se tornou indecente para as partes e que tornou partes das nossas cidades, notoriamente indecentes.

Docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa


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Quinta-feira, 14.06.12

[belo exemplo: dar vida às zonas históricas]

Residência Artística – ConFIAR nos becos, coordenada por Chiara Sonzogni

'A intenção da residência artística é desenvolver um projeto que resultará numa intervenção artística no espaço público. A área de intervenção artística será nos Becos do Centro Histórico de Ílhavo'

http://www.centrocultural.cm-ilhavo.pt/pages/3?event_id=664



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Terça-feira, 01.05.12




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Terça-feira, 24.04.12

‎"Desafios da Governação das Cidades no Século XXI" 
http://www.eixoatlantico.com/libros/retos/.



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Quinta-feira, 29.03.12

«Blogues estão a (re)acender debate sobre as cidades.»

in Público, 9 de Novembro de 2008, Alice Barcellos


Os assuntos ligados a cidades são cada vez mais comuns na blogosfera do país. São intervenções que contribuem para a participação cívica e promovem a reflexão.
Há uns anos, um cidadão que quisesse participar de forma activa na vida da sua cidade tinha poucas hipóteses de ser ouvido. Se a vocação fosse muita, poderia tentar entrar no mundo político; se não fosse este o caso, sobravam as hipóteses de recorrer às reuniões da câmara municipal ou tentar entrar em contacto com algum dirigente. Hoje, quem tem algo a dizer sobre a cidade onde vive pode criar um blogue. E já são muitos os que fazem isto.
Os blogues que dedicam as suas páginas e posts sobre assuntos relacionados com uma cidade são cada vez mais frequentes em Portugal. Com mais ou menos qualidade e credibilidade, é possível encontrar na blogosfera portuguesa espaços que discutem o país de norte a sul à distância de um clique.
Até que ponto estes blogues são uma nova ferramenta de participação cívica ou constituem um local de difamação e crítica do sistema político estabelecido? João Canavilhas, professor de comunicação na Universidade da Beira Interior e investigador no Labcom (Laboratório de Comunicação Online), considera que a resposta para esta questão centra-se "nos objectivos de quem administra o blogue".
"Um blogue genuinamente produzido por um cidadão, ou um grupo de cidadãos, sem interesses políticos é uma excelente forma de participação cívica", diz o investigador, realçando que "muitos destes blogues nascem da impossibilidade do comum cidadão publicar nos jornais regionais". Por outro lado, João Canavilhas não se esquece de referir a outra face de blogues urbanos: "Há blogues que são apenas mais um palco para as oposições e blogues anónimos que servem apenas para achincalhar os autarcas" (ver texto na página ano lado).

Da discussão cívica...
Os blogues "permitem a qualquer cidadão ter voz na sua comunidade", apesar de ainda estarem dependentes da "amplificação da imprensa tradicional" para ganharem mais reconhecimento público, defende João Canavilhas. "Estes blogues continuam a ganhar terreno e penso que nas próximas autárquicas já serão um importante espaço de debate", completa o investigador.
Entre os administradores dos principais blogues urbanos do país, a opinião é quase unânime: os blogues surgiram para colmatar a falta de discussão pública sobre os assuntos locais e tentar melhorar aquilo que está mal. Um exemplo já conhecido é o blogue A Baixa do Porto. Surge em 2004 na sequência do encerramento de um fórum on-line criado pela Câmara do Porto para discutir a revisão do Plano Director Municipal.
"Quando esse espaço fechou, os seus frequentadores habituais ficaram "sem abrigo" e eu resolvi lançar uma alternativa que mantivesse a característica de praça pública, ou seja, de um local onde qualquer pessoa pudesse se exprimir", conta ao PÚBLICO o criador e administrador do A Baixa do Porto, Tiago Azevedo Fernandes, também conhecido pelas iniciais T.A.F.
"Verifiquei que havia muitas cabeças a pensar, mas não estavam, na altura, disponíveis ferramentas adequadas para permitir a troca eficaz de ideias nem para a formação sustentada e construtiva de opinião", recorda-se. Hoje, o A Baixa do Porto recebe cerca de 1000 visitas diárias e conta com textos de membros do "executivo e da oposição autárquica", além de outros especialistas.
Tiago Azevedo Fernandes acredita que a diversidade de opiniões é um dos factores para o reconhecimento do blogue, ao qual também se juntam "a necessidade que a sociedade civil sente em agir" e a existência de "regras claras de participação". No A Baixa do Porto, os textos publicados devem ter "impacto na vida" da cidade e cumprir "regras mínimas de civismo", "para que haja uma utilização responsável da liberdade de expressão", explica o administrador do blogue.

... à força da imagem
Para dar mais credibilidade ao seu blogue, Paulo Morgado, criador e administrador do bracarense Avenida Central, optou por identificar-se, contrariando a tendência do anonimato presente em outros espaços virtuais. "Eu penso que a participação deve fazer-se com rosto", afirma o blogger.
O Avenida Central, que aparece em 2006, tem como "principal objectivo estimular a reflexão e o debate sobre a cidade e a região, sem deixar de ter um olhar atento à actualidade nacional e internacional", explica Pedro Morgado, que considera "que o número de blogues locais com qualidade ainda é baixo, mas que tenderá a crescer".
O administrador vê o Avenida Central, que tem 800 a 1000 visitantes diários, como "mais uma forma de fazer cidadania", justificando que "em Braga a discussão pública é muito rara". Como facto mais mediático lançado pelo blogue, Pedro Morgado destaca "a Petição pelo Regresso do Eléctrico que resultou em várias iniciativas e tomadas de posição tanto na Assembleia Municipal de Braga como no próprio executivo municipal".
Quando a discussão virtual tem repercussões na vida real, o objectivo de certos blogues é concretizado. Aconteceu com o Avenida Central, com o A Baixa do Porto e acontece com o recente, mas já bastante conhecido, Lisboa S.O.S. Preocupado com o "estado de degradação" da capital, o Lisboa S.O.S. aposta, sobretudo, no impacto da imagem.
"As pessoas estão cansadas de muito texto", explica um dos criadores e administradores do blogue que prefere manter o anonimato, realçando que o faz "não para esconder mas para que o blogue seja de todos e não seja de ninguém". "Não queremos ligar o blogue a nenhum nome", diz o administrador.
Terreiro do Paço, Jardim Botânico, Mosteiro dos Jerónimos e outros locais emblemáticos de Lisboa já foram alvo das lentes atentas dos cinco participantes do blogue, que também se preocupa com problemas de certas freguesias ou bairros. O Lisboa S.O.S. conta com oito colaboradores que mandam fotografias, mas, todos os dias, recebem centenas de comentários e e-mails, que vão desde o apoio pelo trabalho feito no blogue até a denuncia de outras situações.
"Sabemos que a câmara e as juntas de freguesia vêem o blogue", conta um dos administradores, afirmando que "o blogue tem mais actuação a nível de micro-situações e alerta para problemas 'macro'". Além do trabalho de denúncia, o blogue também mostra o lado positivo de certos factos, por exemplo, quando as situações problemáticas ou degradadas são arranjadas. (Fonte:Público)


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Segunda-feira, 12.12.11

A complexidade do momento em que vivemos e as dificuldades que temos de enfrentar exigem que nos distanciemos um pouco da agenda actual de discussão (centrada excessivamente na discussão da dívida) e que enquadremos a reflexão numa visão holística que problematize futuros possíveis e caminhos e passos necessários para os atingir.

Nesse particular, a União Europeia, no meio da turbulência conhecida, tem vindo a discutir uma agenda europeia para o crescimento - 'Europa 2020' (http://ec.europa.eu/europe2020/index_pt.htm), documento que tem sido objecto de amplo debate na maior parte dos países europeus.

Estranhamente, esta matéria não tem tido qualquer relevância em Portugal quer na agenda de debate político, quer mediático, algo difícil de perceber atendendo à importância das opções que aí se discutem para o futuro do país e para eventuais apoios financeiros europeus para o período 2013-2020.

Das várias questões que a agenda ‘Europa 2020’ aborda emerge a importância da aposta em políticas de desenvolvimento de base territorial, com particular enfoque para o papel das cidades, ideia corroborada no evento OpenDays 2011 (http://ec.europa.eu/regional_policy/conferences/od2011/index.cfm) e na recente reunião da Presidência Polaca da UE (http://www.mrr.gov.pl/english/Presidency/Main/Strony/Future_of_Cohesion_Policy_the_future_of_Europe_conferences_in_Poznan.aspx).

Vários países europeus estão a preparar este enfoque nas cidades com particular cuidado. Por exemplo, esta semana, o Reino Unido lançou um documento designado ‘Unlocking growth in cities’ onde se reconhece o papel das cidades como motores de crescimento económico e, ao mesmo tempo, se exige um novo papel do poder local para uma resposta qualificada aos desafios em presença (http://www.communities.gov.uk/publications/regeneration/growthcities).

Em Portugal são contraditórios os sinais sobre o reconhecimento do papel e potencial das cidades (e da governança local) na resposta aos desafios que o país enfrenta.

Por um lado, os poderes públicos nacionais reconhecem a sua importância, pois têm em execução um plano de investimento de mil milhões de euros através do instrumento ‘Parcerias para a Regeneração Urbana’ http://politicadecidades.dgotdu.pt/). Por outro, os agentes económicos alertam para o seu papel fundamental na atracção do investimento directo estrangeiro (ver estudo recente da consultora Ernst & Young ‘Portuguese Attractiveness Survey 2011' http://www.greensavers.pt/2011/12/11/portugal-tem-de-apostar-nas-cidades-para-atrair-mais-investimento-directo-estrangeiro/). Por último, a sociedade civil tem-se vindo a organizar para reflectir e sugerir caminhos alternativos (o movimento ‘Cidades pela Retoma’ tem feito várias sugestões nesse sentido - http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/).

Contudo, ao mesmo tempo, existem sinais preocupantes. Por um lado, a orgânica governativa não reconhece a relevância da matéria, tendo deixado de haver uma referência explícita à tutela das cidades, encontrando-se esta diluída num ‘mega ministério’ que conta com a agricultura, o mar, o ambiente e o ordenamento do território. Por outro, o debate sobre o futuro do poder local, onde se deveria discutir os desafios da governança local e o papel crescente das cidades (http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Documentos/MAAP/Doc_Verde_Ref_Adm_Local.pdf) ignora a maior parte destas questões centrando a sua energia em propostas de nova geometria e a geografia das freguesias. Por último, e talvez o dado mais relevante, existe o receio do investimento público da Política de Cidades (mil milhões de euros, insisto) não estar a ser devidamente aplicado e poder ser, uma vez mais, dirigido para apoiar a construção de infra-estruturas e não para dotar as cidades das ‘qualidades imateriais’ necessárias aos desafios do futuro.

Como se pode constatar Portugal tem neste tema das cidades uma oportunidade relevante para encontrar alguns caminhos para construir uma narrativa diferente para o seu futuro. Como em tantas outras situações o que irá fazer a diferença entre as boas intenções e a sua concretização é a arte que tivermos para alinhar esforços, dinâmicas e vontades. Espera-se dos poderes públicos (nacionais e locais) que liderem este caminho com uma postura colaborativa, sólida e credível, mobilizado os múltiplos saberes científicos, empreendedores, produtivos e cívicos em torno deste desígnio nacional – a aposta nas cidades como motoras do desenvolvimento e crescimento.

José Carlos Mota



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Quinta-feira, 24.11.11

A Rede Ibero-americana Território & Economia Cultural e Criativa está a desenvolver a um exercício colaborativo que consiste numa recolha de informação sobre projectos relevantes relativos aos temas dos 'Territórios, Comunidades e Economia Cultural e Criativa'.

Se desejar participar no exercício utilize o formulário abaixo indicado (http://industriasculturaisecriativas.blogs.sapo.pt/14710.html). Para mais informações consulte o link http://industriasculturaisecriativas.blogs.sapo.pt/ ou inscreva-se na mailing-list https://groups.google.com/group/industrias-culturais-e-criativas.

Se desejar contactar os membros da rede pode fazê-lo através do email industriasculturaisecriativas@gmail.com



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Terça-feira, 11.10.11

http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/80744.html

https://www.facebook.com/CidadespelaRetoma



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Sábado, 08.10.11


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Quinta-feira, 09.06.11

'Making more with less: Low-Cost & High-Value Ideas for Cities', José Carlos Mota



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Domingo, 27.03.11
Vimos por este meio enviar-lhe um CONVITE para a palestra que Saskia Sassen (investigadora Univ. Columbia - NY, 'mãe' do conceito 'global city') e João Ferrão (antigo responsável pela pasta governativa das cidades) irão proferir sobre o tema 'os movimentos cívicos de cidade num mundo global' no lançamento da rede 'GLOBAL CITY 2.0' (programa final em http://globalcity.blogs.sapo.pt/5876.html).
O evento irá realizar-se no próximo dia 18 de ABRIL, segunda-feira, pelas 18h na Livraria 'Ler Devagar' em Lisboa.
A confirmação da inscrição deverá ser feita para o email: cidadespelaretoma@gmail.com.  Informamos que a sala tem uma lotação máxima de 150 pessoas (mais de 90% já reservada), pelo que se for do seu interesse sugerimos que faça desde já a sua inscrição .
Se desejar conhecer melhor a iniciativa GLOBAL CITY 2.0 sugerimos a consulta ao seguinte link http://globalcity.blogs.sapo.pt/6117.html.

 


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Terça-feira, 15.03.11

 

 

 



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Quarta-feira, 02.02.11
O movimento 'Cidades pela Retoma' completa, por esta altura (seis meses após o seu arranque), a sua primeira fase de lançamento.
Este movimento é uma associação informal e voluntária de cidadãos e grupos de cidadãos e um desafio por uma reflexão colectiva sobre ‘o papel das cidades no nosso futuro comum’, em particular num momento de crise económica e de necessidade de equacionar uma mudança de paradigma (‘transição’).
O projecto surge inicialmente na sequência de reflexões que um grupo de cidadãos de Aveiro (Amigosd'Avenida, http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/) tem vindo a desenvolver sobre o futuro da sua cidade e no decorrer de investigação doutoral sobre questões de metodologia em planeamento do território.
Esta iniciativa não tem qualquer intenção comercial ou de procura de protagonismo mediático, sendo desenvolvida a título de mero voluntariado. Pretende-se que esta se afirme como uma experiência de 'inovação social', um ponto de encontro de cidadãos e organizações de cidadãos que reflectem sobre as 'cidades' e de projectos inovadores (‘boas práticas’), para que os seus métodos e resultados possam inspirar outras experiências, aprofundar diálogos, estimular aprendizagens colectivas, no fundo potenciar o papel das ‘cidades (e dos cidadãos) como motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País’.
Para o seu desenvolvimento foram pensados dois conjuntos de instrumentos.
Um primeiro, constituído por diversas plataformas virtuais de encontro:
[blogue] http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/

[página de facebook] http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma

[mailing-list] https://groups.google.com/group/cidadespelaretoma

Um segundo, que agrega as cinco iniciativas do 'Cidades pela Retoma' (mais informação em documento anexo):

[Newsletter 'Cidades pela Retoma'] espaço de divulgação das iniciativas cívicas pela retoma (ainda em estudo)

[Mapa ‘Cidade Global 2.0’] mapa georreferenciado de ‘blogues de ruas, bairros, vilas ou cidades’

(http://globalcity.blogs.sapo.pt/ e http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/30748.html )

[‘Rua das Ideias’]  desafio informal para identificar iniciativas ou projectos 'de baixo custo e alto valor acrescentado' que visem contribuir para a animação social ou económica das cidades

(http://ruadasideias.blogs.sapo.pt/ e http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/28650.html)

[‘Think Tank Cívico’ sobre Cidades] repositório de conhecimento (documentos, estudos e investigações) sobre o tema das cidades e suas múltiplas linhas de observação/acção

http://citiescivicthinktank.blogs.sapo.pt/ (ainda em estudo)

[Agenda Local pela Retoma | Workshops Cidades pela Retoma] sessões de debate sobre 'como podem as cidades (e as suas comunidades) organizar-se para responder a este momento de crise económica?'

iniciativas em desenvolvimento: Porto (http://www.acdporto.org/cidades-pela-retoma/); Faro (http://www.faro1540.org/)

Como devem imaginar o projecto precisa de colaboradores e de dinamizadores. Se estiverem interessados em participar em alguma das iniciativas ou em dinamizar a reflexão na vossa cidade por favor enviem um email para cidadespelaretoma@gmail.com.
Caso não tenham oportunidade para dar um contributo solicitamos que remetam este desafio para outros potenciais interessados.
Um abraço
José Carlos Mota

http://www.facebook.com/josecarlosmota

PS.
Na sequência da crónica 'Sinais' de Fernando Alves ('Ruas, bairros, vilas, cidades' http://www.tsf.pt/programas/programa.aspx?content_id=903681) fomos convidados pela TSF (programa 'A semana passada',Fernando Alves e Ricardo Oliveira Duarte) para falar sobre o projecto 'Cidades pela Retoma'.
Gravámos ontem o programa que vai para o ar no próximo sábado (entre as 11h00 e as 12h00, http://www.tsf.pt/programas/programa.aspx?content_id=918294).
Para além do projecto falou-se de blogues de cidades e de intervenção cívica com a participação de Carlos Romão (http://cidadesurpreendente.blogspot.com/) e de Miguel Barbot (http://1penoporto.wordpress.com/http://www.acdporto.org/).


publicado por JCM às 09:00 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 19.01.11

Ajude-nos a desenhar o mapa nacional dos 'blogues de cidades'!

Cidades pela Retoma (http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma)



publicado por amigosdavenida às 09:15 |
editado por JCM às 10:18link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 04.01.11

Belo discurso da nova Ministra da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda, falando sobre cultura e criatividade, formas de acesso e estímulo do consumo cultural, e ligações entre políticas de cultura, de cidade e de educação. Talvez valha a pena experimentar por cá este outro olhar sobre a cultura!

Texto disponível aqui

JCM



publicado por amigosdavenida às 19:00 | link do post | comentar | favorito

Sábado, 18.12.10

No âmbito da Iniciativa para a Competitividade e Emprego o Governo decidiu desenvolver uma apostar na reabilitação urbana e na dinamização do mercado de arrendamento, através das seguintes iniciativas:
(link http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Ministerios/MEI/ProgramaseDossiers/Pages/20101215_MEID_Prog_Inic_Competitividade_Emprego.aspx)
a) Dinamizar a criação de áreas de reabilitação urbana, especialmente em zonas de intervenção prioritária, e apoiar o lançamento dessas operações, em colaboração com a Associação Nacional dos Municípios Portugueses;
b) Articular a reabilitação urbana e a política de cidades, estendendo-se às zonas de regeneração urbana apoiadas pelos fundos do QREN os instrumentos e os benefícios aplicáveis às áreas de reabilitação urbana;
c) Apresentar, até ao final do 1.º trimestre de 2011, uma proposta de lei que simplifique e torne rápidos e eficazes os procedimentos necessários para o senhorio poder obter a entrega do seu imóvel livre e desocupado perante o incumprimento do contrato de arrendamento, garantindo os direitos dos senhorios e salvaguardando de forma adequada os direitos dos arrendatários;
d) Apresentar, até ao final do 1.º trimestre de 2011, uma iniciativa legislativa que i) simplifique os procedimentos de controlo prévio necessários à realização das operações de reabilitação urbana, ii) elimine os obstáculos e os condicionamentos que oneram excessivamente a realização dessas operações e iii) simplifique os mecanismos de determinação do nível de conservação dos edifícios e de classificação de imóveis devolutos;
e) Criar linhas de financiamento à reabilitação urbana, nomeadamente através da constituição i) de um fundo de investimento para reabilitação de imóveis devolutos destinados a arrendamento, ii) de um fundo de participações em operações integradas de reabilitação urbana e iii) de uma linha de crédito destinada a projectos de reabilitação específicos.

Que comentários esta proposta vos sugere? E que sugestões?
Contributos podem ser enviados para
noeconomicrecovery@gmail.com



publicado por amigosdavenida às 00:51 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 15.12.10

No seguimento do desafio lançado pelo 'Cidades pela Retoma' recebemos dois interessante contributos para reflexão (que desde já agradecemos!):
'Crise, cidade e criatividade' de Rui Matoso (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/21179.html)
'Retoma ou transição?' de Mário Alves (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/22109.html)
Curiosamente, ambos discutem o momento actual em que vivemos (com os seus problemas e contradiçoes) e questionam a pertinência do conceito de 'retoma', sobretudo se isso significar 'um regresso ao estado anterior' ou a 'continuidade de algo interrompido', concluindo pela necessidade de equacionar uma mudança de paradigma.
Vale a pena ler os artigos que são um excelente ponto de partida para o debate. Os comentários (ou novos artigos) podem ser enviados para noeconomicrecovery@gmail.com. O debate começa (ou continua) na mailing-list (https://groups.google.com/group/cidadespelaretoma) ou na página FB (http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma).
'Cidades pela Retoma'
http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma



publicado por JCM às 13:38 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 25.10.10

O editorial deste fim de semana do Expresso dizia a propósito da aposta no mar [Conferência 'Portugal e o Mar, a nossa aposta no Século XXI'] que era  'preciso abraçar novas causas, não só devido à possibilidade de surgirem novas actividades económicas, sociais e culturais ... mas, sobretudo, porque precisamos desesperadamente de uma causa que volte a mobilizar os portugueses, que nos volte a fazer acreditar que não estamos condenados a um futuro de empobrecimento e irrelevância e que nos dê, de novo, algum orgulho e auto-estima'.
Subscrevendo esse princípio, da necessidade de encontramos um novo 'desígnio nacional', será que 'as cidades', tal como 'o mar', não dispõem de características e potenciais únicos para estimular novas actividades económicas, sociais e culturais? E não serão elas elementos de referência da organização da nossa vida colectiva? Não estarão, por isso, em condições de serem elevadas à categoria de 'desígnio nacional'? Não valerá a pena, pelo menos, reflectir sobre o assunto?
Envio-vos algumas notas síntese do primeiro debate 'Cidades pela Retoma' realizado na passada semana no Porto (mais informação em http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt). Pode ser que ajude a dar algumas respostas às questões levantadas e vos motive a participar na iniciativa (mailing-list http://groups.google.pt/group/cidadespelaretoma).
José Carlos Mota
josecarlosmota@gmail.com
http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma



publicado por amigosdavenida às 19:01 | link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 15.10.10

'ideias para animar a vida económica e social das nossas cidades'

[divulgue a iniciativa na sua cidade]

movimento 'Cidades pela Retoma'

site/blogue http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/

mailing-list http://groups.google.pt/group/cidadespelaretoma

facebook http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma

 

se desejar receber informações sobre a iniciativa envie email para cidadespelaretoma@gmail.com

 



publicado por JCM às 23:23 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 13.10.10
O economista Daniel Bessa recordava este fim-de-semana uma frase de Mário Soares a propósito da forma como geria a política pública económica em períodos de crise. Dizia o antigo primeiro-ministro que nessa matéria ‘conduzia com um pé no travão e outro no acelerador’ demonstrando a necessidade de equilibrar as políticas de controlo da despesa com os estímulos oferecidos pelos investimentos públicos (Expresso 9 Out).

Curiosamente, o insuspeito Fundo Monetário Internacional alertou na semana passada para o risco do país entrar em recessão no próximo ano, intervenção que tornou clara a necessidade de medidas públicas para ‘promover o crescimento económico’ e ainda ‘boa vontade e alguma criatividade’ (João Vieira Pereira, Expresso 9 Out.).

A questão que se coloca é como o fazer, como identificar os sectores económicos fundamentais para a retoma, tendo em conta a diversidade de sectores existentes (‘19 pólos/clusters económicos’ aprovados recentemente pelo QREN).

Perante o mesmo dilema, um centro de investigação norte-americano (Drum Major Institute for Public Policy) produziu um estudo que sugeria equacionar a retoma económica aproveitando o potencial das cidades (‘No Economic Recovery without cities’, 2009).

Ora foi exactamente a importância das cidades que levou um grupo de cidadãos a lançar uma campanha designada ‘Cidades pela Retoma’ que pretende sensibilizar os poderes públicos (nacionais e locais) para a pertinência e oportunidade de reflectir sobre o papel das cidades na retoma económica.

Esta iniciativa, que vai ter o seu primeiro evento público no Porto na próxima semana (num evento organizado pela Associação de Cidadãos do Porto no Clube Literário do Porto), pretende mobilizar os cidadãos, em particular os técnicos, os cientistas, os empresários e os homens das artes e da cultura a participar neste exercício de reflexão colectiva e ajudar as cidades portuguesas a identificar e avaliar os seus recursos com potencial económico (visíveis e os escondidos) e a definir uma ‘agenda local para a retoma’.

Num momento de grave crise nacional, espera-se que as nossas Cidades (com o seu potencial de desenvolvimento económico) se transformem numa causa nacional e deseja-se que esta iniciativa se transforme num exercício exemplar de mobilização cívica pela Retoma!

JCM

[crónica semanal na Rádio Terranova]



publicado por amigosdavenida às 13:02 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 05.10.10

Iniciativa Cívica 'Cidades pela Retoma'

As cidades desempenham um papel nuclear no desenvolvimento do país, por aí concentrarem uma parte substancial da população, órgãos de poder, grupos e dinâmicas económico-sociais.

A crise actual pode ser uma oportunidade para produzir um novo olhar sobre o papel das cidades na vida económica e social do país.

Contudo, isso obriga a uma mobilização dos diversos agentes sociais, culturais e económicos e novas metodologias de planeamento com uma forte liderança pública.

Este espaço pode ser uma oportunidade para discutir as políticas e os instrumentos de intervenção sobre as cidades em Portugal.

http://www.facebook.com/pages/Cidades-pela-Retoma/155585407806622


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Quarta-feira, 29.09.10

artigo de opinião aqui.



publicado por JCM às 17:49 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 16.08.10

O papel das cidades na retoma

[artigo publicado Expresso 14AGO]

José Carlos Mota, docente da Universidade de Aveiro

email: jcmota@ua.pt

O papel das cidades no desenvolvimento económico dos países é um tema que tem vindo a ganhar um crescente interesse, quer no meio académico e profissional quer político. Barack Obama reconheceu recentemente a sua importância ao incluí-lo na agenda política americana (‘No Economic Recovery Without Cities!’) tendo criado uma estrutura orgânica específica (White House Office of Urban Affairs) para desenvolver e acompanhar a ‘estratégia para as cidades’ e assegurar um adequado acompanhamento da aplicação dos dinheiros públicos.

Portugal dispõe igualmente de um conjunto de instrumentos de Política de Cidades (POLIS XXI). Um desses instrumentos - ‘Parcerias para a Regeneração Urbana’ (PRU) - ‘visa apoiar acções de revitalização de espaços intra-urbanos, tendo como suporte uma estrutura de parceria local alargada’ (DGOTDU,2008). O instrumento é particularmente inovador na sua formulação, quer pela diversidade e pertinência de conceitos que defende, quer pela filosofia que advoga - estabelecimento de parcerias, e especialmente exigente nas condições de concepção e implementação.

Dados recolhidos recentemente permitem perceber a real dimensão do desafio. Existem, neste momento, cerca de 182 Parcerias aprovadas, com uma distribuição centrada sobretudo na Região Norte (50%) e Centro (30%), que perfazem um investimento total de mil milhões de euros (com comparticipação FEDER de cerca de 60%). Trinta por centro das Parcerias (cerca de 56 cidades) têm um investimento total superior a 8 milhões de euros (cerca de 600 milhões de euros).

Este esforço financeiro e a dinâmica que o justificou podem constituir um enorme contributo das cidades portuguesas para o ‘renascimento económico’ do país. Contudo, trata-se também uma enorme responsabilidade para as autarquias e membros das respectivas parcerias. O país vai investir na regeneração das suas cidades e deseja que o resultado se traduza na criação de cidades mais atractivas e qualificadas, mas também mais bem preparadas para valorizar os seus recursos endógenos, para animar as suas economias locais, gerar negócios e criar emprego.

O desafio está já a decorrer há pouco mais de um ano e importa começar, desde já, a fazer um primeiro balanço, para garantir que estamos a tirar o melhor partido das suas múltiplas oportunidades e estamos a ter consciência das eventuais dificuldades e perversidades.

Com base em evidência empírica e em reflexão produzida recentemente em Aveiro por João Ferrão, antigo responsável governativo pela pasta das Cidades e um dos principais responsáveis pelo surgimento da Política de Cidades, identifico três temas de debate que deverão merecer adequado aprofundamento: i) impacto das PRU na criação ‘de novas oportunidades de desenvolvimento económico e social’ nas cidades e na tradução em ‘valor acrescentado às políticas sectoriais locais’; ii) integração das intervenções numa ‘visão global’; iii) mobilização dos cidadãos e comunidades no processo.

A reflexão deve ser orientada na procura de ‘problemas-tipo’ para que possam ser compreendidos e corrigidos e na identificação de experiências inovadoras para que os seus métodos e resultados possam inspirar outras iniciativas, aprofundar diálogos entre parcerias com temáticas semelhantes, estimular aprendizagens colectivas, no fundo potenciar o papel das ‘cidades como motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País’.



publicado por amigosdavenida às 12:12 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Terça-feira, 03.08.10

 

http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/



publicado por amigosdavenida às 12:41 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 27.07.10

Adira à página do Facebook e participe!

http://www.facebook.com/home.php#!/group.php?gid=141669395860771&ref=ts


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publicado por amigosdavenida às 23:53 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 05.07.10

The Terrafugia Transition, o carro que voa!

http://aeiou.expresso.pt/transition-o-carro-que-voa-video=f591547




publicado por amigosdavenida às 19:18 | link do post | comentar | favorito


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