Quarta-feira, 25.09.13

A democracia local, artigo de Rui Tavares que transcrevo na integra.

http://www.publico.pt/opiniao/jornal/a-democracia-local-27143347

 

Mas não há só isso. Há milhares de candidatos pelo país fora, nos partidos e nos movimentos de independentes, dispostos a fazer campanha para depois ter uma carga de trabalhos na junta de freguesia local. Isso nunca será suficientemente louvado (que um partido como o PCP, por exemplo, consiga ter candidatos em todo o país, sem ser um partido grande, é um feito logístico, mas também de convicção cívica). Apesar de estar na moda criticar as candidaturas independentes por serem "falsos independentes" (quem decide estas coisas?), o que não se entende é que, mesmo onde o independente é um ex-militante partidário, o que isso revela é muito mais as inadequações da democracia dentro dos partidos do que uma suposta hipocrisia do candidato. Não somos obrigados a endossar todos os candidatos para entender que a democracia local dá às pessoas uma oportunidade de sacudirem a canga do aparelho e, sem surpresa, elas fazem-no.

Nestas eleições apoio duas candidaturas, uma por razões locais, outra por razões gerais.

Em Lisboa, apoio a reeleição de António Costa, que não só é um excelente chefe do executivo da cidade, como alguém que tem mantido abertas as portas do diálogo à esquerda e aos movimentos de cidadãos. No caso destes, que não estão condicionados pelo taticismo nacional, esse diálogo foi correspondido e mantido, e tanto os Cidadãos por Lisboa como a Associação "Lisboa é Muita Gente" permanecem nas listas; nesta última, o trabalho de José Sá Fernandes, que é sempre muito e quase sempre muito bom, merece uma menção especial. Se eu pudesse dar um voto extra a um vereador, era para ele que iria.

Mas ao contrário do que costumo fazer, desta vez apoio também uma candidatura fora da minha cidade. Desde o início que olhei com atenção para o movimento que se gerou em Coimbra, exortando os partidos a encontrarem uma plataforma comum para mudar a governação da cidade, e que acabou por desembocar no movimento Cidadãos por Coimbra. Experiências feitas noutros países demonstram que é possível construir programas locais juntando independentes, movimentos e partidos (no caso, foi o BE que decidiu desistir a favor deste movimento, como fez em Braga com o Cidadania em Movimento), uma vez que os objetivos e as formas da colaboração sejam claras. Em Itália e em França, e agora também em Espanha, esses processos já juntam mais do que um partido e passam pela realização de primárias abertas. Em Portugal, lá chegaremos.

O que é importante é o depois. Na cidade, a política supera em muito a dinâmica oposição-governo. É preciso que estes movimentos saibam empenhar-se na governação da cidade preservando os valores que os trouxeram à candidatura: inclusão, abrangência e participação.

É por isso que, ao mesmo tempo que vou torcer por António Costa em Lisboa, vou olhar com atenção especial os resultados em Coimbra e noutras cidades onde existam movimentos semelhantes, procurando aí sinais de renovação na democracia portuguesa»



publicado por JCM às 18:37 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 24.04.13

CANDIDATURAS 1.ª FASE (6-17 MAIO 2013)
Mais informações:
http://www.ua.pt/dcspt/
https://www.facebook.com/DCSPT

 



publicado por JCM às 22:55 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 19.02.13

 

«The Minister for Cities, supported by the Cities Policy Unit, is working closely with individual cities and across all government departments to agree a series of tailored ‘city deals’. The content of the ‘city deals’ will reflect the different needs of cities. We are looking to civic and private sector leaders to identify their economic priorities and to develop specific propositions, setting out what they would like to do differently, and what needs to change for this to happen» LINK

 

E cá, de que é que estamos à espera?



publicado por JCM às 13:38 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 16.08.10

O papel das cidades na retoma

[artigo publicado Expresso 14AGO]

José Carlos Mota, docente da Universidade de Aveiro

email: jcmota@ua.pt

O papel das cidades no desenvolvimento económico dos países é um tema que tem vindo a ganhar um crescente interesse, quer no meio académico e profissional quer político. Barack Obama reconheceu recentemente a sua importância ao incluí-lo na agenda política americana (‘No Economic Recovery Without Cities!’) tendo criado uma estrutura orgânica específica (White House Office of Urban Affairs) para desenvolver e acompanhar a ‘estratégia para as cidades’ e assegurar um adequado acompanhamento da aplicação dos dinheiros públicos.

Portugal dispõe igualmente de um conjunto de instrumentos de Política de Cidades (POLIS XXI). Um desses instrumentos - ‘Parcerias para a Regeneração Urbana’ (PRU) - ‘visa apoiar acções de revitalização de espaços intra-urbanos, tendo como suporte uma estrutura de parceria local alargada’ (DGOTDU,2008). O instrumento é particularmente inovador na sua formulação, quer pela diversidade e pertinência de conceitos que defende, quer pela filosofia que advoga - estabelecimento de parcerias, e especialmente exigente nas condições de concepção e implementação.

Dados recolhidos recentemente permitem perceber a real dimensão do desafio. Existem, neste momento, cerca de 182 Parcerias aprovadas, com uma distribuição centrada sobretudo na Região Norte (50%) e Centro (30%), que perfazem um investimento total de mil milhões de euros (com comparticipação FEDER de cerca de 60%). Trinta por centro das Parcerias (cerca de 56 cidades) têm um investimento total superior a 8 milhões de euros (cerca de 600 milhões de euros).

Este esforço financeiro e a dinâmica que o justificou podem constituir um enorme contributo das cidades portuguesas para o ‘renascimento económico’ do país. Contudo, trata-se também uma enorme responsabilidade para as autarquias e membros das respectivas parcerias. O país vai investir na regeneração das suas cidades e deseja que o resultado se traduza na criação de cidades mais atractivas e qualificadas, mas também mais bem preparadas para valorizar os seus recursos endógenos, para animar as suas economias locais, gerar negócios e criar emprego.

O desafio está já a decorrer há pouco mais de um ano e importa começar, desde já, a fazer um primeiro balanço, para garantir que estamos a tirar o melhor partido das suas múltiplas oportunidades e estamos a ter consciência das eventuais dificuldades e perversidades.

Com base em evidência empírica e em reflexão produzida recentemente em Aveiro por João Ferrão, antigo responsável governativo pela pasta das Cidades e um dos principais responsáveis pelo surgimento da Política de Cidades, identifico três temas de debate que deverão merecer adequado aprofundamento: i) impacto das PRU na criação ‘de novas oportunidades de desenvolvimento económico e social’ nas cidades e na tradução em ‘valor acrescentado às políticas sectoriais locais’; ii) integração das intervenções numa ‘visão global’; iii) mobilização dos cidadãos e comunidades no processo.

A reflexão deve ser orientada na procura de ‘problemas-tipo’ para que possam ser compreendidos e corrigidos e na identificação de experiências inovadoras para que os seus métodos e resultados possam inspirar outras iniciativas, aprofundar diálogos entre parcerias com temáticas semelhantes, estimular aprendizagens colectivas, no fundo potenciar o papel das ‘cidades como motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País’.



publicado por amigosdavenida às 12:12 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quarta-feira, 03.03.10

 

[artigo de opinião de Joaquim Pavão]

Por vezes acontece os políticos tropeçarem na cultura. A queda é sempre ligeira. Umas quantas frases para o ar, nada mais. Nada mais, não por respeito a Poe, mas pelo determinismo objectivo de um pensamento niilista referente à matéria. Falar do que não se pondera obriga à falta de rigor. O rigor obtém-se com informação. Há um facto. Pedro Jordão é o director artístico do Teatro Aveirense. Um deputado municipal afirma que a sua programação é alternativa ao passado recente. Gosto da palavra. Claro que é necessário perceber o alternativo. Diferente? Estará a utilizar uma nomenclatura empresarial de um género? E se sim, dados? Quais obras? Quantas? Sem objectivação não há uma verdadeira questão, porque não me parece que exista grande dúvida.

Continuo a ler. Primeiro estranho e depois volto a ler. “Educar novos públicos demora mais tempo” - entre aspas sugere algo linear. O raciocínio surge-me aos poucos. Educar demora tempo, educar novos públicos demora tempo, demorar tempo é um problema. Um problema tem que ter solução. Logo vamos parar de educar, trazer novos públicos. E pronto, problema resolvido. Aliás acabe-se logo com todas as demoras. Se há coisa que o modernismo urge na sua necessidade é a rapidez.

Acção! Estamos na capoeira. Mas há preocupações neste paraíso galináceo. O milho. Sem milho a capoeira não existe. Entender a dimensão do problema resolve-se facilmente. É necessário estudar os dossiers, aprofundar as matérias. Servir a oposição, não é respirar conceitos empíricos. O que eu, pobre galináceo pergunto, é como é possível fazer tão bom trabalho com tanto desprezo orçamental? Quanto mais de humilhação estratégica podem os profissionais da cultura desta cidade aguentar? Quanto mais necessita de definhar um teatro, de uma rede nacional, de uma capital de distrito, para finalmente, quem legitimado para governar possa dizer: Que bons ovos!!!

Já o meu avô dizia sem bom milho, o galo torna-se um sarilho. O problema deste é que somos nós que o pagamos. Nós, os profissionais e o público. Há quem decida, quem opine que não é um, nem outro. E sem olhar para a capoeira ela não existe. Formar novos públicos demora tempo é certo. A urgência só urge nos políticos.

Joaquim Pavão

 

[nota: na sequência destas intervenções] 

MARQUES PEREIRA PREOCUPADO COM A SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA DO AVEIRENSE.http://www.terranova.pt/index.php?idNoticia=2407

 

PEDRO JORDÃO DIZ QUE MARQUES PEREIRA TEM UMA IDEIA DESFASADA

http://www.terranova.pt/index.php?idNoticia=2425

 



publicado por amigosdavenida às 17:45 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 05.08.09

Desde a sua eleição este tem sido o modo como Barack Obama tem procurado fazer passar as suas ideias. Explicando a importância das medidas, não negligenciando as dificuldades em que estão envolvidos, mas procurando acentuar a necessidade de mobilizar as 'comunidades' para participarem nas acções de reflexão sobre os caminhos a tomar ('take at least one action in your community this month to build support for health insurance reform')  e pressionando a assembleia (Washington DC) a tomar decisões.

É particularmente interessante a forma como o governo (BO) devolve aos cidadãos o poder de influenciar a tomada de decisões, um interessante esforço de reforço da cumplicidade e união de esforços, mas também um exercício de dessacralização do poder.

JCM

------------------------------------------------------------------------------

from info@barackobama.com

 

 

'This is the moment our movement was built for.
For one month, the fight for health insurance reform leaves the backrooms of Washington, D.C., and returns to communities across America. Throughout August, members of Congress are back home, where the hands they shake and the voices they hear will not belong to lobbyists, but to people like you.
Home is where we're strongest. We didn't win last year's election together at a committee hearing in D.C. We won it on the doorsteps and the phone lines, at the softball games and the town meetings, and in every part of this great country where people gather to talk about what matters most. And if you're willing to step up once again, that's exactly where we're going to win this historic campaign for the guaranteed, affordable health insurance that every American deserves.
There are those who profit from the status quo, or see this debate as a political game, and they will stop at nothing to block reform. They are filling the airwaves and the internet with outrageous falsehoods to scare people into opposing change. And some people, not surprisingly, are getting pretty nervous. So we've got to get out there, fight lies with truth, and set the record straight.
That's why Organizing for America is putting together thousands of events this month where you can reach out to neighbors, show your support, and make certain your members of Congress know that you're counting on them to act.
But these canvasses, town halls, and gatherings only make a difference if you turn up to knock on doors, share your views, and show your support. So here's what I need from you:
Can you commit to join at least one event in your community this month?
In politics, there's a rule that says when you ask people to get involved, always tell them it'll be easy. Well, let's be honest here: Passing comprehensive health insurance reform will not be easy. Every President since Harry Truman has talked about it, and the most powerful and experienced lobbyists in Washington stand in the way.
But every day we don't act, Americans watch their premiums rise three times faster than wages, small businesses and families are pushed towards bankruptcy, and 14,000 people lose their coverage entirely. The cost of inaction is simply too much for the people of this nation to bear.
So yes, fixing this crisis will not be easy. Our opponents will attack us every day for daring to try. It will require time, and hard work, and there will be days when we don't know if we have anything more to give. But there comes a moment when we all have to choose between doing what's easy, and doing what's right.
This is one of those times. And moments like this are what this movement was built for. So, are you ready?
Please commit now to taking at least one action in your community this month to build support for health insurance reform:
http://my.barackobama.com/CommitAugust
Let's seize this moment and win this historic victory for our economy, our health and our families.
Thank you',
President Barack Obama



publicado por amigosdavenida às 19:19 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 20.07.09

(comentários recebidos)

'É muito discutível este corredor de atravessamento e ligação. Eu penso que o concurso deveria ser o de uma proposta que procurasse a melhor solução , incluindo localização e articulação com redes cicláveis como muito bem é referido, e não apenas (!!!) a hipotética ponte mais bela sob o ponto de vista do objecto per si'.

HV 

'A incorporação da dimensão ciclável é cronicamente esquecida. Continuo a afirmar que existe um claro desvio de percepção da parte do executivo sobre que medidas (neste caso físicas) tomar para que este modo de transporte beneficie do devido incentivo. Não falo necessariamente de pistas cicláveis (porque até as há em Aveiro mas na sua maioria de dimensão absolutamente desadequada e sem uma correcta integração na rede viária) mas sim de medidas em que o automóvel seja assumido como elemento participante mas não determinante do espaço público urbano, sobretudo do central. Essa viragem de mentalidade parece-me crucial, até para a própria Avenida. Não adianta impor a técnica se o conceito não está apreendido'.

ASR


'Gostaria de saber se têm imagens do que poderá vir a ser essa ponte pedonal. Ao que julgo saber, correrá o risco de descaracterizar o Canal Central'

CS

 

'Trata-se de uma zona muito,muito sensível. Como vão ficar as margens junto às palmeiras? Não seria preferível junto à Lota? Não era esse o projecto Polis?
O Canal Central, a Ponte da Dobadoura, as palmeiras não deviam ser ocupados com pontes pedonais, parece-me'.

CS



publicado por amigosdavenida às 13:54 | link do post | comentar | favorito

Sábado, 18.07.09

Notícia Público

Site do movimento 

Documento



publicado por amigosdavenida às 15:17 | link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 08.07.09

 



publicado por amigosdavenida às 18:49 | link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 16.06.09

Os “Amigos d’Avenida”, um grupo de cidadãos abaixo assinados, porque se preocupam com o futuro da sua cidade, vêm por esta forma convidar todas as pessoas e instituições a participar e desenvolver reflexões e iniciativas que contribuam para o estabelecimento de uma “política de animação e qualificação do espaço público”. Apresentam, por isso, dez princípios de intervenção:

 

1.      Trazer as pessoas para a rua. Fomentar uma utilização regular dos espaços públicos pelos aveirenses, dando-lhes a conhecer a sua cidade e promovendo a sua participação activa nas actividades de animação do espaço público.

 

2.      Promover a apropriação do espaço público. Promover um sentimento de identificação com a cidade e de pertença a uma comunidade alargada, através do fomento da utilização dos espaços pela população e instituições sociais e culturais.

3.      Incrementar a interacção social. Criar as condições para que os espaços públicos se assumam como espaços de comunicação, convívio e troca de experiências entre pessoas de diversos contextos socioeconómicos, culturais e, também, geracionais.

4.      Assegurar a diversidade de actividades artísticas e culturais no espaço público. Promover actividades dirigidas para diferentes públicos e áreas de interesse, contribuindo para o prazer de todos os que nelas participam e demais utentes, garantindo a manutenção de funções quotidianas dos espaços e a diversidade de utilizações e utilizadores.

5.      Criar momentos de experimentação. Promover actividades que propiciem a experimentação de novas formas de utilização e apropriação dos espaços públicos a partir dos recursos existentes.

6.      Valorizar a memória da cidade. Divulgar a(s) História(s) da cidade e da região,  promovendo actividades de recuperação de espólios, de organização de arquivos, de investigação científica e de criação artística potenciando a sua valorização em actividades de animação do espaço público, contribuindo para a consolidação de uma memória e identidade colectivas.

7.      Incutir um sentido de responsabilidade social na animação do espaço público. Veicular que os espaços públicos são uma responsabilidade de todos e que, no caso da sua animação, os agentes culturais devem entender a sua participação também como uma actividade de responsabilidade social.

8.      Aproveitar o espaço público como veículo de divulgação e promoção da actividade artística, cultural e de divulgação científica. Utilizar o espaço público para divulgar a qualidade e diversidade de recursos artísticos, culturais e científicos da cidade, tirando partido das novas tecnologias.

9.      Garantir um espaço público inclusivo e com adequado equipamento urbano. Assegurar a existência e utilização adequada de recursos para criar e manter espaços públicos inclusivos, sem restrições de acesso a todos os cidadãos, confortáveis, limpos e com as infra-estruturas adequadas (tecnologias, mobiliário urbano, pavimentos) que privilegiem a sua utilização pelos cidadãos.

10.  Assegurar a ligação dos espaços públicos ‘em rede’. Assegurar a continuidade, conectividade e complementaridade dos espaços, em termos do seu desenho e dos usos e actividades que albergam.

 

 

 

 

AMIGOD’AVENIDA, AVEIRO (

 

http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt/)

 

Subscreva o Manifesto enviando um email para

 

amigosdavenida@gmail.com os seguintes dados: nome, profissão, localidade e email (facultativo)



publicado por amigosdavenida às 13:00 | link do post | comentar | favorito

Domingo, 07.06.09

O manifesto 'por uma política de animação e qualificação do espaço público' é lançado amanhã, segunda-feira, em Aveiro.



publicado por amigosdavenida às 23:10 | link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 29.05.09

notícia Público

Director de Serralves acusa o Porto de abandonar artistas - um paradoxo, numa cidade com instituições de referência!

 

 

"O director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves considera que o panorama cultural do Porto vive "num paradoxo, com instituições de referência por um lado, e, por outro, os artistas votados ao abandono".
Em declarações à Lusa, João Fernandes admite que "tem havido, nos últimos anos, alterações positivas com o crescimento na cidade de instituições de referência e, ao mesmo tempo, impasses e paradoxos. "Um deles", assinalou, é o facto de a região ter, neste momento, instituições de referência a nível nacional e internacional, como Serralves, a Casa da Música e o Teatro Nacional de S. João, e, ao mesmo tempo, o Porto ser tão pouco acolhedor para os artistas desenvolverem trabalho". 
João Fernandes sublinhou que "fica por apoiar e desenvolver o trabalho dos artistas jovens e esse é um défice da política cultural da cidade" . Para o director de Serralves, "seria importante desenvolver estratégias nesse sentido, criando condições para atrair artistas que venham trabalhar na cidade e para que os artistas do Porto tenham condições para apresentar o seu trabalho", disse. 
Fernandes citou o exemplo da dança moderna, que ainda há poucos anos era mostrada regularmente no palco do Rivoli, assim como outros projectos de artes performativas, situação que se modificou com a cedência daquele espaço a uma companhia teatral". 

 



publicado por amigosdavenida às 14:02 | link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 26.03.09

notícia DN

O DN publica hoje, na íntegra, a proposta que Manuel Maria Carrilho enviou no início do ano à Fundação Res Publica, a instituição do PS dedicada a discutir os pensamentos e as políticas públicas, sobre a necessidade de um debate alargado sobre as prioridades culturais no actual contexto de crise económica em que vivemos.

Documento aqui



publicado por amigosdavenida às 23:39 | link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 16.02.09

 Nas últimas quintas-feiras do mês vai haver cinema comentado na Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da UA (SACSJP).

 «Fight Club», a primeira fita do «CiênciaPelícula», exibe-se na quinta-feira, 19 de Fevereiro, pelas 16h30, na Sala 12.3.12 da SACSJP, e conta com o comentário do doutorando em Ciência Política, João Vargas.

Política e arte são áreas da actividade humana que sempre se confundiram. O cinema não fugiu à regra contendo, em cada manifestação, da mais singela há mais complexa, formas de pensar e representar o fenómeno do poder.

Trazer à superfície essa relação, descobrindo entrelinhas e interacções entre o político e o cinema, assim como possibilitar um olhar diferente a quem estuda Ciência Política, é o que se propõe a iniciativa, a decorrer nas últimas quintas-feiras do mês.

A primeira edição do «CiênciaPelícula» realiza-se esta quinta-feira (19 de Fevereiro) pelas 16h30, na Sala 12.3.12 da Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas. «Fight Club» é o filme exibido na sessão inaugural que terá como comentador o doutorando da UA em Ciência Política, João Vargas.

 

Noticia disponível em: www.ua.pt/csjp



publicado por amigosdavenida às 18:55 | link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 27.11.08

in Público

Desconfiados, tristes e descontes

 

“Portugal é um dos países europeus onde os cidadãos menos confiam nos outros, revelam os resultados do Inquérito Social Europeu, um projecto que desde 2001 estuda e compara os valores e atitudes sociais na Europa. Os portugueses são ainda dos europeus mais tristes e descontentes com a política.
...
Desde 2002 que Portugal faz parte do grupo de países com menores níveis de confiança" e que apresenta sempre "níveis de confiança abaixo do ponto médio da escala", tal como a Polónia, a Hungria e a Eslovénia. 

...

Os autores do estudo associam a grande desconfiança interpessoal a uma "baixa interajuda e associativismo que é frequente verificar na nossa sociedade". 
...
A confiança no futuro também tem níveis baixos em Portugal. "Os resultados mostram que os inquiridos portugueses evidenciam uma confiança no futuro mais baixa do que aquela que se verifica em média nos países com um PIB (Produto Interno Bruto) inferior", indicam. 
...
"De um modo geral, a baixa confiança interpessoal e a baixa confiança no futuro podem ser fruto da baixa confiança depositada nas instituições, uma vez que estas possuem um papel referencial das relações que se estabelecem em sociedade", concluem.
...
"Portugal é o país onde, em média, a primeira experiência laboral acontece mais cedo, em torno dos 17,7 anos", revela o estudo que conclui que as "entradas no mercado de trabalho mais precoces não se traduzem, no entanto, em imediata transição residencial". 
...
Em Portugal, a saída de casa dos pais só ocorre, em média, quatro anos depois da primeira experiência laboral, ou seja, aos 21 anos. 
...
Os portugueses estão ainda entre os europeus que manifestam menor satisfação com a vida e felicidade, de acordo com este Inquérito Social Europeu de 2006.
...
Comparando com os resultados de inquéritos semelhantes realizados em 23 países europeus, Portugal ocupa "o quinto lugar mais baixo em bem-estar subjectivo, isto é, em felicidade e satisfação com a vida", revela. 
...
Além do bem-estar subjectivo - que compreende avaliações acerca do grau de agradibilidade da vida -, o inquérito debruça-se igualmente sobre o bem-estar psicológico dos europeus, entendido como a visão mais profunda da qualidade de vida e o bem-estar social, equivalente à qualidade do funcionamento pessoal ao nível das relações com os outros e com a sociedade".
 

Os autores relacionam estes valores com o nível de desenvolvimento do país. "De facto, quanto maior o nível de desenvolvimento avaliado pelo índice de desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 2007, maior o bem-estar subjectivo, psicológico e social", referem no estudo. 

Os cidadãos portugueses estão também descontentes com a qualidade da democracia. Segundo o ESS só os russos, húngaros, ucranianos e búlgaros estão mais descontentes que os portugueses com o funcionamento da democracia e politicamente mais desinteressados. No extremo oposto encontram-se a Dinamarca, a Suíça e a Finlândia. 

"É interessante constatar que a participação cívica e política está fortemente associada com todas as dimensões do bem-estar: os indivíduos com maiores índices de confiança interpessoal, interesse político, envolvimento comunitário e participação em actividades políticas e mais satisfeitos com a qualidade da democracia são também os que expressam maior bem-estar social, subjectivo e psicológico", referem os autores do estudo. 



publicado por JCM às 13:30 | link do post | comentar | favorito


SOBRE CIDADES, CIDADANIA, O FUTURO E AVEIRO. UM BLOGUE EDITADO POR JOSÉ CARLOS MOTA
VISITAS
GRUPO FB 'PENSAR O FUTURO - AVEIRO 2020'
2013-01-04_2204.png
ADESÃO À MAILING-LIST 'PENSAR O FUTURO DE AVEIRO'

GRUPO 'PENSAR O FUTURO DE AVEIRO'
AUTOR
E-mail Gmail
Facebook1
Facebook2
Twitter
Linkedin
Google +
QUORA
JCM Works
Slideshare1
Slideshare2
Academia.Edu
FOLLOW
G. Analytics
links
Maio 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


mais sobre mim
MAPA
Facebook
Partilhar
arquivos

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008