Os recreios da escolas são, provavelmente, as nossas melhores lembranças de infância. A esse propósito, o USA Today apresentou recentemente um relatório que lamenta a destruição dos recreios para a ampliação das escolas e cita um estudo que defende que os espaços de brincadeira melhoram a performance das crianças.
Interessante esta ideia para Aveiro. Pensar os seus espaços públicos e os das escolas como espaços amigos da brincadeira (uma ideia que o Gustavo Tavares introduziu um dia destes no nosso Speakers Corner Aveirense). Seria um contributo para melhorar a qualidade de vida e para nos tornar, a todos, mais inteligentes.
(2 Fevereiro 2012 - 2 Fevereiro 2013)
Fez sábado um ano que centenas de aveirenses se juntaram numa das mais concorridas reuniões públicas da nossa democracia local para discutir o futuro do Canal Central e a construção de uma ponte pedonal. Essa reunião pública fez história porque mostrou, de uma forma surpreendente, o valor que este lugar ‘central’ tem para muitos cidadãos de Aveiro. As três mil e quinhentas assinaturas recolhidas passadas algumas semanas mostraram que o referido evento não tinha sido um acto fortuito ou isolado. Num país de tão frágil cultura cívica, a mobilização colectiva pela cidade é um recurso que devemos saber valorizar e cuidar. Esta belíssima pintura da Sara Biaia é um magnífico tributo aos cidadãos e ao seu amor pela cidade. Na semana passada, celebrámos o percurso realizado e através da obra homenageámos a Doutora Fernanda Paula Oliveira, que muito contribuiu para o alcançar do tão desejado desiderato.
«Tendo em conta os desafios que os Municípios terão de enfrentar nos próximos anos, a Câmara Municipal de Albergaria e a PRAVE – Associação de Promoção de Albergaria-a-Velha vão promover o Fórum do Desenvolvimento Local – desafios?, no próximo dia 22 de Fevereiro, no Cineteatro Alba – Albergaria-a-Velha. Será um espaço aberto à discussão e partilha de ideias e projetos, que conta com a presença de convidados de grande qualidade e relevo na área do Desenvolvimento Local»
E nós por cá, quando começamos a pensar na nova agenda?
Partilho esta belíssima ideia da Trienal de Arquitectura de Lisboa, que podia inspirar o nosso Roteiro Itinerante de Participação.
«As Bolsas ‘Crisis Buster’, atribuídas pela Trienal de Arquitectura de Lisboa, premeiam projectos cívicos e sociais, ideias “low cost”, inovadoras e úteis que possam ser implementadas em Lisboa. Esta iniciativa é aberta a todos, de designers a cientistas, sociólogos, autores e economistas, e aceita ideias centradas em questões cívicas na Grande Lisboa e que estejam directamente relacionadas com a crise»
http://p3.publico.pt/cultura/arquitectura/6507/ideias-anti-crise-valem-bolsas-entre-500-e-2500-euros
http://www.close-closer.com/en/#/open_calls
'Aromas dos campos portugueses recuperam fórmulas antigas'
Carolina Mota, Jornal da Tarde, RTP1
https://www.facebook.com/art4use
https://www.facebook.com/joiasperfumadastussiemussie
2.ª parte do Jornal da Tarde da RTP1 - ao minuto 7:44
http://www.rtp.pt/play/p35/e106856/jornal-da-tarde/281057
Arte & Ciência de mãos dadas!
[Há vida nova na Rua Direita/Rua Combatentes da Grande Guerra]
'45 artesãos expõem em nova loja na Rua Direita' (DA)
http://www.diarioaveiro.pt/noticias/aveiro-45-artesaos-expoem-em-nova-loja-na-rua-direita
'Comerciantes de Aveiro avançam com plano para ocupação de espaços abandonados' (Diário de Aveiro)
http://www.diarioaveiro.pt/noticias/comerciantes-de-aveiro-avancam-com-plano-para-ocupacao-de-espacos-abandonados

Quando se discute o futuro da Rua Direita (RD) surgem normalmente dois tipos de propostas. A do regresso ao passado (da rua comercial fervilhante) e a da aproximação ao modelo ‘Fórum’. Percebo-as e simpatizo com ambas, mas parece-me que nenhuma delas é, neste momento, possível, quer por falta de investidores/consumidores, quer porque o modelo de gestão e de propriedade não são compatíveis. Por tudo isto, talvez valha a pena começar a discutir um outro cenário, uma outra função, que não só a comercial, para a RD. Isso implicaria debater o novo papel que a RD pode desempenhar na cidade e quais os actores e recursos que a cidade dispõe e que se enquadram no perfil definido. Outras cidades por esse mundo fora estão a fazer experiências interessantes neste sentido, sobretudo na perspectiva ‘low-cost’ & ‘high-impact’ (recomendo http://tacticalurbanismsalon.com/, www.pps.org/ e www.renewaustralia.org/). Talvez pudéssemos conversar um dia destes sobre isto, convidar alguns colegas (de outras paragens) para nos virem falar das suas experiências. E produzir no final um pequeno programa de acção que acrescente algo às nossas palavras e aos nossos lamentos. E que faça caminho!
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