



[reflexões sobre a cidade, Tiago Castro]
Gostava que observassem as imagens que envio como complemento ao processo de reflexão. Podemos ver a evolução das pontes dos arcos e das almas entre 1920 e 1955, ano em que deixamos de ter 2 pontes para ter uma ponte-praça (actualmente denominada praça Humberto Delgado apesar de praça não ter nada). É muito interessante o processo evolutivo em que, a meu ver, o crescente uso do automóvel condicionou, claramente, o redesenho desta área. A sua evolução foi servindo as necessidades e até considero que foi uma evolução feliz e, em certa medida, bem conseguida.
Contudo, actualmente, o tráfego no centro da cidade é, no meu entender, excessivo, principalmente nesta rotunda pelo que deveria ser repensada pois considero-a um estrangulamento urbano. Deverá manter-se como rotunda? Deverá voltar à configuração de 2 pontes? Não sei, mas creio que como está agora não serve as necessidades da população da cidade nem de quem a visita e só por isso merecia uma nova atenção.
Julgo que para uma área tão delicada como é a baixa de Aveiro não deveria haver apenas uma solução mas sim um conjunto de soluções que combinadas pudessem redefinir esta zona nobre da cidade mas sem a descaracterizar. E quando se trata de investimentos avultados é preciso muita sabedoria e bom senso onde os aplicar por forma a que a obra perdure no tempo e se adapte às exigências do futuro.
Tiago Vinagre de Castro