Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Um comentário de Miguel Araújo (Diário de Aveiro, 15JAN)

Sais Minerais

Os amigos!

 

Não se trata dos “Amigos de Peniche”, mas tão somente dos Amigos de…

Hoje, vão proliferando um inúmero conjunto de círculos criados na maioria dos casos de forma espontânea, em torno de objectivos comuns mas de horizontes limitados.

Surgem as plataformas, associações de âmbito restrito e, por exemplo no caso de Aveiro, os “Amigos do Parque” ou mais recentemente os “Amigos da Avenida”.

Não está em causa a legitimidade dos objectivos e princípios que regem os movimentos e as sinergias criadas. Aliás, elas são, por norma, um exemplo claro do direito que assiste a cada cidadão de exercer a sua cidadania.

Mas o que pode preocupar é a forma individualizada, repartida e desarticulada com que se “jogam” esforços que poderiam e deveriam ser mais abrangentes e mais articulados.

Para além disso, poderá ser legítimo questionar até que ponto é que este tipo de “associação” permitirá uma democraticidade desejável.

Por outro lado, Aveiro comemora, neste ano, os seus 250 anos.

São muitos anos de história, de “estórias”, de processos de desenvolvimento e crescimento urbano e concelhio que merecem uma especial atenção e que merecem, também, um reforçar e renovar de esforços colectivos no sentido de melhorar, reabilitar e reavivar Aveiro.

Já no princípio deste ano, a Câmara Municipal de Aveiro viu aprovada a candidatura do projecto de regeneração urbana "Parque da Sustentabilidade".

Este é um projecto de requalificação de uma considerável e importante área urbana da Freguesia da Glória, pela sua envolvente, pelos sectores culturais, ambientais urbanos, sociais e económicos (área de serviços) que a sustentam (e por consequência, a própria cidade), que vai desde a zona do Alboi até Santiago, através da Baixa de Santo António, do Parque D. Pedro e zonas envolventes (Teatro Aveirense, Hospital e Universidade, Governo Civil, Tribunal e futuro Campus da Justiça, Museu, Sé, antigo estádio, etc.), sem esquecer a envolvência da zona da ria e de marinhas.

Para além disso, este tecido urbano (vasta área residencial) tem um valor inegável do ponto de vista da sua centralidade ou, se quisermos, de mais uma centralidade citadina, como pólo atractivo (zona residencial e zona de diversas actividades: culturais, sociais e económicas).

É pois possível repensar o seu urbanismo com a requalificação ambiental dos dois espaços verdes e da zona lagunar, da recuperação do património arquitectónico (caso do Convento de Santo António, já tantas vezes alertado pela ADERAV, por exemplo) e a tão pretendida, pelo Presidente da Junta de Freguesia, construção da nova sede.

Se a esta realidade adicionarmos a reflexão sobre a recuperação e reabilitação urbana da Avenida (ponto nevrálgico do urbanismo aveirense) e as potencialidades do espaço urbano da Forca-Vouga (zona nascente da Estação) teremos uma intervenção na Cidade como um todo.

Com uma cidade desenvolvida de forma sustentada, com qualidade de vida que fixe pessoas, potencie a cultura e a economia, todo o Concelho lucrará e Aveiro define a sua centralidade regional.

Para isso, não basta a responsabilidade política. Há que promover a participação de todos.

Desta forma, seria muito mais eficaz e positivo que as sinergias aveirenses se transpusessem para os “Amigos de Aveiro”. Pela cidade como um todo.

 

Ao sabor da pena… 

 


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publicado por JCM às 13:30 | link do post | comentar | favorito

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