Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

 

Site nacional do Ano Europeu da Inovação e Criatividade.

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"Criatividade e Inovação são muito mais do que um mero slogan em tempo de crise...são uma condição essencial para o desenvolvimento da sociedade em todos os seus aspectos, do cultural ao económico, do científico ao político.

Não basta “embrulhar” um qualquer produto numa bela caixa. Criatividade e inovação têm de estar presentes em todo o processo, incluindo a forma como se organiza a empresa ou centro de investigação, que dão origem ao mesmo.

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As escolas, as comunidades, as cidades também podem e devem ser criativas, do mesmo modo que é evidente a necessidade de inovar nas relações sociais, na política e na democracia.  

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Não é possível decretar a criatividade, mas é possível criar as condições para que ela possa emergir. 

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A liberdade é certamente a condição mais importante. Só através da livre expressão do imaginário é possível gerar processos de inovação. ...  O conhecimento é outra condição decisiva. Não se pode inventar o novo sem conhecer o que existe.... só o conhecimento permite adquirir as ferramentas, conceptuais e tecnológicas, imprescindíveis para conceber e desenhar um processo, um evento ou um produto.

A interacção social é igualmente uma condição fundamental. Um indivíduo pode ter muitas capacidades, mas as mesmas aumentam consideravelmente quando partilhadas e confrontadas com as capacidades próprias de outros indivíduos.  

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A criatividade precisa de espaço para se desenvolver. Embora as componentes mentais e ambientais sejam a base de qualquer processo criativo, sem um espaço físico para a experimentação, nenhuma ideia consegue ver a luz do dia. 

As sociedades mais dinâmicas são aquelas onde os cidadãos, e em particular os mais jovens, têm espaços para exprimir, experimentar e desenvolver as suas ideias. 

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Nesta perspectiva, o papel das cidades vai-se tornando cada vez mais determinante. É nas cidades onde se concentra o conhecimento e a sua aplicação; são as cidades que exibem a maior diversidade de expressões culturais e comportamentais; são as cidades que possuem a maior quantidade e qualidade de meios de concretização e produção. 

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As cidades mais dinâmicas e competitivas são aqueles onde é mais agradável viver e onde se reúnem as melhores condições propícias à expressão criativa.

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Cada cidade tem de se apresentar ao mundo com uma cara própria, o que implica ser capaz de determinar e estimular tendências ou características diferenciadoras. E quando estas não existem é necessário criálas, de preferência através de processos participativos e interactivos.  

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As cidades têm também um papel decisivo na promoção da criatividade e da inovação através da cedência de espaços físicos destinados em particular aos mais jovens para o desenvolvimento de projectos e experimentação. Este é, aliás, um dos aspectos em que as cidades portuguesas se têm revelado menos ousadas. A cedência de espaços a grupos e associações de jovens, gratuitos ou a muito baixo custo, é fundamental para a vivência de determinadas áreas urbanas, para além de constituir um pólo de actividades da economia criativa. Dedicados à música, artes, moda e pequenas empresas de novas tecnologias, estes locais são hoje uma das formas mais eficazes e praticamente sem custos de dinamizar zonas urbanas e promover a cultura e as actividades criativas. Infelizmente, entre nós, são muito raras as autarquias que entenderam os benefícios de um tal programa.  

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Este Ano Europeu da Criatividade e da Inovação deve ser aproveitado para se fazer uma reflexão séria sobre algumas das questões aqui levantadas, nomeadamente em como criar as melhores condições, no País em geral e nas nossas cidades em particular, para que a criatividade se possa desenvolver e, sobretudo, manifestar. Nesse sentido, insisto na falta de espaços físicos, acessíveis e livres, para os mais jovens. Mas, para além da reflexão, é necessário agir. Desde logo, provocando uma alteração das mentalidades, do medo do risco, do secretismo, da fraca participação e da desconfiança face ao novo. A valorização da imaginação e da atitude criativa, nos indivíduos e nas organizações, deve ser assumida como um elemento fundamental da aprendizagem e do exercício profissional. Do mesmo modo que a promoção de uma cultura do conhecimento deve ser vista como a única forma de gerar desenvolvimento social e económico.  

A criatividade será a grande descoberta do século XXI".

Leonel Moura


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publicado por JCM às 22:39 | link do post | comentar | favorito

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