A responsabilidade da gestão do futuro de uma cidade cabe exclusivamente ao executivo municipal, a quem outorgamos, de quatro em quatro anos, o poder para decidir sobre o destino da nossa vida colectiva local.
Quando o fazemos desejamos três coisas.
Esperamos que a gestão seja baseada em critérios de racionalidade técnica, que garantam uma utilização eficaz e eficiente dos recursos disponíveis.
Pretendemos que haja sensibilidade e bom senso para ouvir, perceber e responder aos anseios da comunidade.
E temos a expectativa que as decisões não sejam casuísticas, isto é, desejamos que obedeçam a uma ideia de futuro, construída e legitimada de forma colectiva.
Quando procuro perceber a argumentação que tenta justificar a decisão sobre a via do Alboi, ou mesmo sobre o abate dos Choupos da Avenida, percebo que o executivo municipal se está a basear exclusivamente numa racionalidade técnica, cuja natureza não é inócua ou neutra e muito menos acima de qualquer crítica.
Parece-me delicado e injusto que o ónus e responsabilidade das decisões sobre a racionalidade técnica e sobre quem a produz.
Seria pois importante que os decisores políticos não deixassem de exercer o seu papel de validação social e política das intervenções, para garantir que respondem aos anseios da comunidade e concretizam uma ideia de futuro para a nossa cidade.
Por isso, talvez seja oportuno reflectir sobre as razões que levam os moradores do bairro do Alboi e mais de 1.500 cidadãos (http://www.facebook.com/Alboicortadoaomeio) a contestar de forma tão veemente uma intervenção que deveria contribuir para o seu bem-estar e qualidade de vida.
José Carlos Mota, 3 Novembro
[Crónicas d’Avenida, Terranova]
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