Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Quebra de vendas obriga proprietários de bares a despedir colaboradores

PAULA ROCHA, JN

 

"Menos clientes e menos bebidas vendidas, sobretudo as brancas, em que se nota uma quebra na ordem dos 50 a 60%. Fracos lucros obrigam os proprietários dos bares de Aveiro a dispensar alguns trabalhadores.

A crise de que tanto se fala também já chegou ao negócio da noite. Alguns proprietários de bares de Aveiro já tiveram de dispensar colaboradores para fazer face aos baixos lucros que têm tido nos últimos meses.

Os despedimentos centram-se na casa dos 30 a 40% em alguns casos e, garantem os proprietários, "podem vir a aumentar ainda mais". Esta situação deve-se ao facto de cada vez terem menos clientes e do consumo de bebidas ter reduzido, sobretudo bebidas brancas, onde a quebra é superior a 60%.

Guilhermino Figueiredo, que gere três bares na cidade de Aveiro, admite que durante o ano 2008 a crise foi-se acentuando, mas foi nos últimos meses do ano que a situação complicou. "Fui obrigado a despedir algumas pessoas, na ordem dos 30 a 40%, para fazer face aos prejuízos", sublinha, acrescentando que se nota "uma quebra muito grande no número de clientes que vêm aos bares e também nas bebidas que bebem. Só nas bebidas brancas posso dizer que vendemos muito menos, entre 50 a 60%. As pessoas agora refugiam-se muito mais na cerveja que é mais barata".

Também Mendes Oliveira, proprietário de um bar na Praça do Peixe, garante que "em cada 10 funcionários, tive de dispensar dois". "As pessoas consomem menos e o preço das bebidas que temos de comprar não tem descido. Para fazer face a isso, fui obrigado a avançar com estas dispensas". António Peres, que também gere um bar, diz que ainda não despediu colaboradores, mas "em vez de contratar mais pessoas, acabamos por ser nós a fazer o trabalho".

Os proprietários dos bares queixam-se do baixo consumo de bebidas e do preço da "matéria-prima". "Num ano, o preço da cerveja aumentou já cinco vezes. Para não perdermos clientes não aumentamos os preços, o que nos obriga a uma taxa de esforço muito maior", queixa-se Guilhermino Figueiredo, que optou por manter os preços "para não perder ainda mais clientes".

António Peres acredita também que a crise está a conduzir a um novo fenómeno, muito habitual em Espanha. "As pessoas agora quando saem, e eu já vejo isso muito, trazem as próprias bebidas de casa. Cada vez mais se vê jovens na rua, à porta dos bares, com garrafas de bebida nas mãos. Estão à nossa porta, mas não consomem", lamenta este proprietário, que também se queixa dos fracos lucros que tem tido nos últimos meses.

"Outra coisa que se nota é que quem saia três ou quatro vezes, agora sai só ao fim-de-semana e bebe cerveja ou até água. Quem bebia três ou quatro bebidas, agora bebe uma, e nós continuamos a ter as mesmas despesas. Não sei como será se a coisa não mudar, é cada vez mais complicado aguentar esta taxa de esforço que estamos a fazer", refere Guilhermino Figueiredo.

A maioria dos bares abre às 18 horas, "mas os clientes deixaram de aparecer ao final do dia", diz António Peres, acrescentando que "o horário de negócio acabar por ser só entre as 22 e as duas da manhã, mas com muito menos clientes".

Os proprietários em crise queixam-se também "da concorrência desleal" de algumas associações culturais.

"Não estão sujeitos ao mesmo regulamento que nós e a verdade é que também têm bares e podem estar abertos até às horas que querem. É injusto", lamenta António Peres".



publicado por amigosdavenida às 09:00 | link do post | comentar | favorito

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