Consultando os dados recolhidos pela Joana Santos na sua Tese de Mestrado sobre 'Design de informação e intermodalidade nos transportes em Aveiro' (http://ria.ua.pt/bitstream/10773/1201/1/2010000426.pdf) é possível concluir que 'a oferta de parques pagos subterrâneos no centro de Aveiro ultrapassa os 2.500 lugares (Fórum, Marquês de Pombal, Manuel Firmino, entre outros), com uma taxa de ocupação de 27%', existindo por isso uma capacidade instalada não utilizada próxima dos 1.800 lugares.
Para além disso, a oferta de estacionamento da cidade é composta por um conjunto de zonas de estacionamento à superfície, umas pagas, outras não. No caso do estacionamento pago, e segundo o mesmo estudo, a taxa de ocupação situa-se acima dos 80%.
Do conjunto de zonas de estacionamento à superfície importa salientar que na Avenida Lourenço Peixinho estão disponíveis, segundo o estudo, cerca de 90 lugares e os dois maiores parques de estacionamento informais não pagos totalizam cerca de 750 lugares (Senhora dos Aflitos - 600 lugares; terreno próximo da Fábrica Campos - 150 lugares).
Tendo em conta esta informação, e a previsão de construção de um novo parque de estacionamento subterrâneo na Avenida (200 ou 400 lugares segundo Projeto Avenida), seria importante tentar perceber porque se justifica construir quatro novos parques de estacionamento quando os dados apresentados mostram que eles não são necessários, mesmo num contexto de manutenção da tendência de utilização do transporte individual, que não me parece ser a orientação defendida publicamente (em bem) pela autarquia (*). Ou estará a faltar-me algum dado?
JCM
(*)http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/TONewDetail.aspx?id_object=37489&indexnew=5
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