Tesourinhos das Autárquicas. O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) prestou hoje um notável serviço à democracia, oferecendo-nos uma explicação que irá certamente fazer furor nas escolas de ciência política por esse mundo fora. Em declarações à TSF, Fernando Costa Soares desdramatizou a elevada abstenção nas autárquicas atribuindo a responsabilidade à reforma administrativa das freguesias, ao mau tempo e também «à proliferação de candidaturas» pois «às vezes as pessoas hesitam entre tantos candidatos». Referiu também não estar preocupado pois no futuro «dificilmente haverá tal conjugação de factores». Proponho assim que no futuro a CNE limite os actos eleitorais a uma ou duas alternativas, a segunda se for estritamente necessário, a votação seja obrigatoriamente em dia de sol ou céu pouco nublado, em data volante a definir com dez ou quinze dias de antecedência, consoante http://www.accuweather.com/, e por último que se proíba qualquer reforma de círculos eleitorais por algumas gerações, para evitar maçadas e conflitos. Caso a conjugação não resulte, talvez se possa ponderar a necessidade da democracia.
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