[Requisitos que os trabalhos de concepção devem observar]
'Os objectivos principais da intervenção nesta área do território é o de promover a qualificação deste espaço, numa lógica de intervenção integrada, criando um demonstrador do conceito de sustentabilidade, mas também salvaguardar e valorizar a qualidade da imagem urbana, da linguagem arquitectónica e da integração paisagística'.
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Apesar de ser apresentado um conjunto de cinco áreas, pretende-se um contínuo de intervenção, em que um dos fios condutores seja a mobilidade, em particular a circulação pedonal.
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De uma forma sucinta, enumeram-se os objectivos ambicionados para todo o espaço:
- Ambiente urbano de elevada qualidade
- Diferenciador, inovador e competitivo
- Dinâmico e diversificado
- Promotor dos princípios da cidadania e coesão social - urbanidade
- Mobilidade para todos
- Promotor da qualidade de vida urbana
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A infraestrutura prevista para este novo atravessamento do Canal Central é estratégica não só para o Pds mas para a cidade; corresponde a uma necessidade há muito sentida, de ligação das margens deste canal, onde há mais utilização por peões e cuja alternativa (Ponte Praça) exige um grande desvio.
O Programa Polis em Aveiro construiu alguns atravessamentos pedonais, nomeadamente no Canal de S.Roque e no Cais da Fonte Nova, e previu no seu Plano de Urbanização alguns outros, nomeadamente nesta área. Só assim os canais urbanos da Ria de Aveiro, que tanto caracterizam e distinguem o seu ambiente, deixam de ser obstáculos à mobilidade, em particular a circulação de peões.
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O Jardim do Rossio é a maior área verde da Beira-Mar; a proximidade com a Praça do Peixe, centro geográfico deste bairro e palco de actividades urbanas, nomeadamente a maior concentração de restaurantes e bares, e do valorizado Canal de S.Roque – também este com áreas ajardinadas de lazer, faz desta zona da cidade um dos destinos preferenciais para lazer urbano.
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Na margem Sul, o conjunto formado pelo Canal do Paraíso, o Largo do Alboi e a Baixa de Sto António, para além da área verde que ocupa o vale e se prolonga pelo Parque Infante D. Pedro, é um dos grandes eixos pedonais muito utilizado em particular pelos utentes da universidade mas também pelos da escola João Afonso, Hospital e Gulbenkien, por exemplo.
Esta ponte, permitindo a ligação das margens, privilegia a circulação pedonal, diurna e nocturna, pelo que deverá ser complementada com outras melhorias que facilitem a mobilidade pedonal.
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Pela estruturação urbana existente, o Plano Director do Pds considera que a direcção do tabuleiro principal deverá ser a do Canal do Paraíso; enquanto do lado Norte (Jardim do Rossio) o desenvolvimento da rampa de acesso está menos condicionada, do lado Sul (R. Clube dos Galitos) está fortemente comprometida, uma vez que não deverá prejudicar as acessibilidades existentes, nem condicionar os desenvolvimentos para elas previsto no PU Polis.
Nesta margem, serão executadas obras complementares previstas que, apesar de estarem contempladas noutra acção (A1.1 e A1.2), têm que estar coordenadas com esta acção; destacamos o Túnel de Atravessamento Pedonal sob a Ponte da Dobadoura (R. Do Alavário), que ligará esta margem do Canal Central ao Cais do Alboi.
Para além das rampas de acesso ao tabuleiro poderá ainda ser considerada a utilização de escadas para encurtar o percurso de quem as poder utilizar.
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Pela sua localização, esta ponte terá extrema importância na imagem urbana desta zona da cidade. Assim, e do ponto de vista dos critérios gerais de concepção, a proposta deve para além dos aspectos técnicos e funcionais associados à sua função urbana, considerar as questões de enquadramento formal e paisagístico do cenário envolvente, em que qualquer elemento construído integra condições de impacto singulares.
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(documentos do concurso)
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