A 'Chatham House Rule' (CHR), criada em 1927 pela organização Chatham House, um think tank anglo-americano surgido no pós-guerra para prevenir a guerra e manter paz, é uma medida de anonimato para ser utilizada em reuniões públicas ou semi-públicas.
A regra foi concebida para encorajar a partilha de informação em eventos mas, sobretudo, para que os presentes possam partilhar a sua opinião individual sem que isso reflicta a opinião da organização a que pertencem.
É particularmente estranho que as individualidades convidadas para a conferência dinamizada pelo governo sobre 'A reforma do Estado', cujos nomes, aliás, segundo a CHR não deveriam ter sido divulgados (*), tenham mostrado receio em partilhar publicamente a sua opinião, fragilizando e diminuindo o seu contributo. Deveriam, pelo contrário, tornar públicas as evidências e os argumentos que sustentam as suas posições, para assim ajudar a formar opinião.
Por outro lado, o governo ao aceitar a aplicação da CHR demonstrou uma enorme falta de bom senso, não só por não perceber que essa regra era incoerente com o princípio do 'amplo debate público', mas porque não antecipou que esse 'preciosismo' rapidamente se tornaria na 'questão central' da conferência.
Este arranque (?) do debate foi um verdadeiro 'tiro no pé', dando razão a Jorge Sampaio quando diz hoje no Expresso que a reforma do Estado 'está a ser feita com grande amadorismo'.
(*)
Can a list of attendees at the meeting be published?
A. No - the list of attendees should not be circulated beyond those participating in the meeting.
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