Sal de Aveiro
uma iniciativa da Associação Comercial de Aveiro em colaboração com a Universidade de Aveiro e outros actores locais
http://saldeaveiro.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/pages/Sal-de-Aveiro/516653328412434
Uma reflexão sobre o potencial do 'Sal de Aveiro' produzida com o Jorge M. Pinho Silva e Ricardo Videira da Associação Comercial de Aveiro e apresentada hoje no Workshop do Projecto internacional AQUA-ADD (http://www.aqua-add.eu/).
Ideias # Rede de Cidades do Sal
Divulgue
Em defesa dos antigos armazéns de sal de Aveiro
https://www.facebook.com/AntigosArmazensDeSal
Estive esta semana em Coimbra na Direcção Regional da Cultura do Centro (DRCC) a consultar o processo de desclassificação dos antigos armazéns de sal (está disponível para consulta pública).
Do que pude constatar, a decisão de propor a revogação da classificação ocorreu na sequência de avaliação sobre a delimitação das Zonas Especiais de Protecção de vários imóveis classificados de Aveiro que a DRCC esteve a fazer recentemente (julgo que em 2012). No caso presente, e após essa avaliação, foi a própria autarquia de Aveiro que solicitou a revogação da classificação por ter entendido que esta era excessiva, pois condicionava a ocupação da zona urbana envolvente, e pelo facto de alguns dos imóveis em causa estarem muito degradados e na eminência de ruína.
Deixo dois comentários. Por um lado, não deixa de ser estranho que a alegação seja usada em causa própria (isto é, parte da responsabilidade do sucedido é pública, municipal). Por outro, que da tentativa de classificação como Imóvel de Interesse Público resulte, anos depois, o contrário do desejado, a sua destruição.
A partir daqui julgo que temos de evitar centrar a discussão na procura de atribuição da culpa e procurar encontrar novos caminhos. Que saídas então?
Um primeiro caminho poderia passar por perceber as razões que levaram à situação actual, algumas já apontadas por Alberto Souto, nomeadamente a crise da economia salífera e a dificuldade de investimento dos seus proprietários. No caso do palheiro municipal, talvez valesse a pena perguntar a razão porque se deixou chegar aquele estado um imóvel com tal importância e significado e já agora qual era o novo uso que lhe estava destinado. Mas outra das razões tem a ver a fragilidade da medida de preservação do património meramente através de classificação legal.
Um segundo caminho deveria centrar-se na procura de novas modalidades de valorização e preservação dos antigos armazéns de sal nas suas múltiplas dimensões. Admito que não é fácil responder a este desafio, mas talvez valesse a pena explorar duas vias. Uma que passe pela organização da memória do sal (fazer um esforço de registo, organização e divulgação do vasto espólio sobre o sal, envolvendo antigos marnotos, suas famílias, produtores e proprietários; dirigido a vários públicos, desde o escolar, comunidade mais próxima e visitantes), outra pela dinamização das actividades económicas, sociais e culturais que se têm vindo a desenvolver recentemente à volta do sal e da ria. Talvez estas duas vias ofereçam os programas e actividades necessários para dar uma nova vida aos antigos palheiros (envolvendo proprietários (*), antigos mestres da construção dos palheiros (**), novos empreendedores e, claro, a autarquia) ou para a sua reinvenção.
José Carlos Mota
(*) também neste caso com devido cuidado de registo de processo construtivo para memória futura
Dois conjuntos de palheiros localizados no Canal de S. Roque (um dos imóveis, o da fotografia, é propriedade municipal) estão em risco de perder a classificação de Imóvel de Interesse Nacional pelo facto de estarem em muito mau estado de conservação (mais informação aqui http://sal.blogs.sapo.pt/2050.html). Com base no parecer da Direcção Geral do Património Cultural, que recomenda o fim da classificação, está a decorrer até ao dia 9 de Agosto um período de audição dos interessados que permite aos cidadãos e organizações pronunciarem-se sobre a decisão. Perante o estado dos palheiros será muito difícil argumentar contra a perda da classificação, que a CMA aparentemente já validou. É fundamental, no entanto, perceber que consequências terá a eventual perda de classificação, que novas regras de transformação urbana deverão ser definidas para os palheiros e terrenos onde estes se localizam (e já agora para a frente urbana do Canal de S. Roque) e qual o futuro desejado para o imóvel de propriedade municipal (que se encontra no estado que a imagem mostra).
Em defesa dos antigos armazéns de sal de Aveiro
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AntigosArmazensDeSal@gmail.com
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Se quiser colaborar com esta causa ou se tiver documentos fotográficos ou estudos sobre os armazéns de sal em Aveiro que queira partilhar, entre em contacto connosco através do email AntigosArmazensDeSal@gmail.com.
DIVULGUE ESTA CAUSA!
Em defesa dos antigos armazéns de sal de Aveiro
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A D.ª Maria viveu neste antigo armazém de sal durante muitos anos. Veio para aqui com os pais, fez a escola primária e mais tarde casou. A sua família tinha arrendado o primeiro andar, enquanto o piso térreo se mantinha como armazém de sal. Investiu com o seu marido muito esforço na manutenção do palheiro, construído com fundações fortes e bem revestido a madeira. Sonhavam um dia adquirir o imóvel, para iniciar actividade por conta própria, mas tal não se concretizou porque a autarquia de Aveiro fez primeiro o negócio. A família Neves acabou por abrir negócio uns palheiros abaixo e, apesar das vicissitudes, ainda hoje se mantém na 'arte do sal'. Lamenta que o reduzido número de marinhas e o tempo instável reduzam a produção local e os obrigue a importar sal, de França ou Espanha. Sofre muito com o desmazelo do ‘seu’ palheiro, tornado de todos ‘nós’. Não compreende, provavelmente como muitos marnotos, como é que ‘nós’ deixámos que tal acontecesse...
JCM
«Em defesa dos Armazéns de Sal»
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(fonte)
Desafio
A exploração de sal é uma actividade muito antiga em Aveiro. "Suis terras in Alauario et Salinas" é a primeira referência conhecida de Aveiro. Data de 959. Desde sempre habituámo-nos à presença na paisagem aveirense de montes de sal acumulado junto às salinas.
Contudo, estes montes têm diminuído ao longo dos anos. No século XV existiam cerca de 500 marinhas na Ria de Aveiro; há cerca de 50 anos, cerca de 270 marinhas produziam sal e no ano de 2006, apenas 8 marinhas estavam em exploração.
Mas o sal de Aveiro é, hoje, “muito mais do que sal”. Além da sua larga utilização na alimentação humana, é a base para outros produtos da cosmética e da higiene corporal - sabão e sais de banho. E poderá ser muito mais…
A 3ª edição da Feira de Sal de Aveiro irá decorrer nos dias 18, 19 e 20 de Julho, das, 10.00 às 19.00 horas, no Largo do Mercado Manuel Firmino.
No sentido de complementar este evento e de sensibilizar as pessoas para a actividade do sal tradicional de Aveiro, que “sal” podem os Amigosd´Avenida colocar na Praça Joaquim Melo de Freitas no sábado? Dê-nos a sua ideia.
Raquel Dora Pinho
Sabia que:
O sal de Aveiro, a par com o salgado de três países, pode estar a um passo de ser reconhecido com a Indicação Geográfica Protegida e Denominação de Origem Protegida.
A Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro tem também em mente um plano para aumentar a produção de sal tradicional para as 10 toneladas por ano.
(Fonte)
Existe a canção “Sal de Aveiro", composta pelo Prof. Severino Vieira, ainda hoje cantada pelos grupos culturais da cidade:
Oh linda ria de Aveiro
De beleza sem igual
Dás à cidade o letreiro
Veneza de Portugal!
Para matar o desgosto
Que ao coração nos traz mágoas
Vamos mirar nosso rosto
No espelho das tuas águas...
SAL DE AVEIRO, SAL DE AVEIRO
DE TODOS O MELHOR SAL!
SAL DE AVEIRO ÉS O PRIMEIRO
O MELHOR DE PORTUGAL!
Nós somos da beira-mar,
Vivemos ao pé da ria
Nela sempre a lutar
Pelo pão de cada dia...
Sal de Aveiro é o produto
Do nosso intenso lidar...
Sal de Aveiro é o fruto
Dos homens da beira-mar!
(Fonte)
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